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VII Simpósio Internacional de História e Cultura do Brasil: Lutas por liberdade em 200 anos de Brasi


O Instituto Rui Barbosa de Altos Estudos em Cultura (IRBæc/FCRB) em parceria com:

Brazil Lab (Princeton University)

Centre de Recherches sur le Brésil Colonial et Contemporain (CRBC/EHESS)

David Rockefeller Center for Latin American Studies (Harvard University)

Lemann Center for Brazilian Studies (Columbia University)

Watson Institute (Brown University)

Com o apoio de:

Brazilian Studies Association (Brasa) e

Associação de Brasilianistas na Europa (Abre)

Apresenta:

VII Simpósio Internacional de História e Cultura do Brasil: Lutas por liberdade em 200 anos de Brasil independente

Toda segundas-feira de 22 de junho a 31 de agosto

das 15 às 17 horas (Rio de Janeiro)

    das 14 às 16 horas (Nova York)

das 20 às 22 horas (Paris)

As inscrições (necessárias) poderão ser feitas pelo email irbaec@rb.gov.br a partir do dia 16/06.

Os eventos serão transmitidos pela plataforma Zoom, e os inscritos receberão um link para entrar.


Programação

22 de junho - Mesa 1: A pandemia e a luta pela saúde

Hervé Théry (CREDA-CNRS/USP) - Covid-19 no Brasil: rotas, agravantes e desigualdades

A comunicação examina as formas da difusão extremamente rápida do vírus no Brasil. Passando de uma pessoa à outra, ele viaja seguindo seus “hospedeiros” involuntários. Portanto, a maneira como os seres humanos se movem é a chave para a disseminação do vírus e os deslocamentos divergem segundo as regiões.


Marcelo Paixão (University of Texas, Austin) - Covid-19: entre a epidemia e a tirania

No começo de junho a Covid-19 já ceifou quase 400 mil pessoas no mundo, quase 40 mil no Brasil. Antes da pandemia já pairava o fantasma da intolerância pela via do darwinismo social, do racismo e da xenofobia. A dupla luta, contra o vírus e a tirania, se mesclam numa causa comum.


Kaori Kodama e Tânia Salgado Pimenta (COC/Fiocruz) - As vulnerabilidades nas epidemias: um olhar sobre a mortalidade da cólera no Rio de Janeiro em 1855-56


A epidemia de cólera que grassou entre nós entre 1855 e 1856 teve altíssima taxa de mortes de escravos, em particular dos africanos, e gerou um esboço de organização sanitária. Refletir sobre esse evento permite discutir o problema das vulnerabilidades e a persistência das desigualdades sociais sob a atual pandemia.

29 de junho - Mesa 2: Sobre lutas das mulheres


James N.Green (Brown University) - Geração 77: a juventude de São Paulo e o fim da ditadura militar


Esta apresentação oferece uma nova leitura sobre o processo de democratização no final dos anos 70 e começo dos 80 através de um estudo sobre os novos movimentos sociais e seus diálogos e conflitos com as esquerdas marxistas no processo de mobilização contra a ditadura militar e a favor da democracia.


Meg Weeks (Harvard University) - A pastoral da mulher marginalizada e o nascimento do movimento brasileiro de profissionais do sexo durante a abertura política


A Pastoral da Mulher Marginalizada, iniciativa da Igreja Católica, realizou um trabalho assistencialista e de conscientização política com prostitutas no Brasil a partir da década de 1970. Na década de 1980, os encontros deram origem a um movimento autônomo de profissionais do sexo em diálogo forte com outros setores da oposição.


Marcelo Timotheo da Costa (PUC-Rio) - Nossa Senhora dos Invisíveis: Maria lida a partir da Teologia da Libertação


Pretende-se aqui expor a interpretação de Maria realizada pela Teologia da Libertação. Leitura que, a partir do cânon bíblico relido na periferia brasileira e latino-americana, ressalta em Maria atributos ausentes na religiosidade tradicional. Reconstrução que exalta na mãe de Jesus a mulher forte, solidária com os empobrecidos e que profetiza sua libertação.

6 de julho - Mesa 3: O outro interno


Jean Hébrard (CRBC-EHESS/John Hopkins University) - Reconstrução do nome de ex-escravos ou descendentes de escravos (Bahia, séc. XIX)


O estudo da nominação nas sociedades escravocratas permite compreender como a privação do nome participa do assujeitamento das pessoas ou como sua lenta reconquista é um aspecto central do retorno à liberdade. Nesta comunicação, examinarei a privação do nome e sua reconstrução em uma paróquia de Salvador, no século XIX.


Yuko Miki (Fordham University) - Africano e indígena: escravidão e cidadania desigual

Esta apresentação trata da relação entre a escravidão ilegal e a cidadania desigual no Brasil do séc. XIX, pensando sobretudo nos africanos ilegalmente escravizados depois da abolição do tráfico transatlântico em 1831, e nos povos indígenas que foram sujeitos a aculturação e violência do Estado e da sociedade, inclusive a escravidão ilegal.


Isadora Mota (Princeton University) - Sempre em luta pela liberdade: notas sobre a alfabetização geopolítica dos negros brasileiros


O mundo da comunicação entre escravizados e libertos brasileiros transformou o abolicionismo transatlântico em elemento importante de sua contínua luta pela emancipação durante o século XIX. Dando ênfase a rebeliões negras das décadas de 1840 e 1850, a autora estuda percepções de que a Inglaterra iria proclamar a abolição no Brasil.


13 de julho - Mesa 4: Entre o real e a ficção 1


Eduardo Jorge de Oliveira (Universidade de Zurique) - A queda do céu: uma literatura pós-etnográfica?


A hipótese que permeia esta apresentação é se A queda do céu, de Bruce Albert e Davi Kopenawa, poderia se inscrever como um marco para uma literatura pós-etnográfica, dado que nele os limites entre literatura e etnografia estão postos e combinados.


Mariana Simoni (Universidade Livre de Berlim) - Poéticas e políticas do ver na literatura brasileira


A comunicação propõe observações sobre a visualidade em contos de Conceição Evaristo levando em conta a complexa inserção da escritora e sua produção no campo literário brasileiro.


Pedro Meira Monteiro (Princeton University) - Sérgio Buarque de Holanda autor de Esaú e Jacó: para pensar o Brasil contemporâneo


Proponho uma leitura em paralelo de Do Império à República, de Sérgio Buarque de Holanda, e Esaú e Jacó, de Machado de Assis. Ambos, em contextos diversos, analisam a força dos freios históricos que retardam o concerto democrático no Brasil, sobre o qual se debruçam com genuíno interesse e bastante ceticismo.

20 de julho - Mesa 5: Novas demandas da cidadania


Gladys Mitchell-Walthour (University of Wisconsin, Milwakee) - Interseccionalidade e famílias brasileiras beneficiárias do Bolsa Família


A discriminação de classe e raça afeta as mulheres negras beneficiárias de programas sociais no Brasil e nos EUA. Utilizando uma abordagem feminista negra percebemos que as beneficiárias do Bolsa Família em São Paulo, Milwaukee e Charlotte são mais propensas a perceber discriminação de cor da pele do que as beneficiárias em Salvador.


Lilia Moritz Schwarcz (USP/Princeton University) - Não existe democracia com racismo


O que significa para a sociedade privilegiada branca ser antirracista no Brasil? Partindo do suposto de que a questão racial incide na realidade de todos, pretende-se analisar os impasses colocados à cidadania brasileira, tendo em mente que não teremos uma democracia enquanto o racismo estrutural e institucional estiver enraizado no país.


Mário Augusto Medeiros da Silva (Unicamp) - Racismo e antirracismo no Brasil contemporâneo


A palestra buscará discutir os significados do racismo e do antirracismo sob o governo Bolsonaro. A questão racial é tema constituinte da sociedade brasileira, central nos debates sobre cidadania e direitos. Os negros são agentes da luta por direitos civis, políticos e sociais, tendo conquistado políticas públicas, colocadas hoje em xeque.

27 de julho - Mesa 6: A força da música


Bryan McCann (Georgetown University) - Peregrinações blanquianas: Aldir Blanc como guia para um jeito carioca de ser


Aldir Blanc morreu no dia 4 de maio de 2020, vítima de Covid-19. Deixou uma obra singela, de influência enorme nos mundos de samba, do pensamento carioca, nas letras brasileiras, e na cultura de botequim. Este paper procura traçar os princípios definidores da obra blanquiana, com alguns apartes sobre a importância de Aldir Blanc para a redemocratização.


Martijn Oosterbaan (Universidade de Utrecht) - Do funk carioca ao funk gospel: revisitando um gênero


Esta fala analisa o funk gospel em relação ao funk carioca e sua popularidade no Rio de Janeiro nas décadas passadas. Revisitando entrevistas com artistas do funk gospel, argumento que os cantores evangélicos tentam purificar a música, atrair jovens das favelas para igrejas evangélicas e conseguir uma carreira no mercado gospel.


Avelino Romero Pereira (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro-UniRio) - De Sílvio Romero a Heitor Villa-Lobos: meio, raça e história na música brasileira


Um “diálogo” entre Sílvio Romero e Heitor Villa-Lobos, considerando os determinismos que explicariam o “atraso” brasileiro e um programa de pesquisa da identidade nacional em torno do folclore e de construção de uma consciência nacional mediante ações autoritárias no plano da educação e da criação cultural.


3 de agosto - Mesa 7: Entre o real e a ficção 2


Sidney Chalhoub (Harvard University) - Visões populares do amor num conto machadiano

Em Histórias sem data, Machado de Assis oferece um inventário de representações sociais sobre formas de amar. O objetivo desta comunicação é analisar o conto “Noite de almirante” em diálogo com outros contos presentes no mesmo volume, para ver como neles aparecem visões contrastantes a respeito de fidelidade, traição, casamento, desejo, etc.


Šárka Grauová (Universidade Carolina de Praga) - Lima Barreto e a poética do nome


A comunicação apresenta uma nova abordagem da escrita lima-barretiana a partir dos nomes motivados de seus personagens.


Antonio Herculano (Fundação Casa de Rui Barbosa) - Machado de Assis e o teatro

Costuma-se dividir a obra de Machado de Assis numa fase de juventude, romântica e militante e na madura, cética e de crítica ácida, ainda que bem humorada. O exame de sua obra teatral parece indicar que ao final da vida o bruxo temperou a acidez com o afeto trazido pelo amor conjugal.

10 de agosto - Mesa 8: Sobre natureza e sociedade


Leila Lehnen (Brown University) - Natureza democrática: narrativas de dano ambiental e desastre político


Esta palestra analisa como a recente produção cultural brasileira, nomeadamente as crônicas de Eliane Brum sobre as consequências da construção da barragem de Belo Monte e o romance de Maria José Silveira, Maria Altamira, criam um imaginário que aborda a violência ambiental e, ao mesmo tempo, estabelece um léxico de resistência contra dita violência.


Annelise Erismann (Universidade de Lausanne) e Elaine Santos (Universidade de Coimbra) - Das minas ao “novo ouro do mundo”: refletindo os limites da analogia entre extrativismo mineral e a indústria do care


Propomos tomar o extrativismo como prática e metáfora, focando no potencial da analogia extrativista para a compreensão da indústria do care e do “tráfico de mulheres”. Trata-se de partir do extrativismo para pensar a exploração da população e do território - da usurpação da estrutura natural à dissipação do tecido social.


Regina Horta Duarte (Universidade Federal de Minas Gerais) - Aliança e submissão, extinções e resiliências: caminhos entrecruzados da sociedade brasileira e animais


Desde a Independência, povo e território brasileiros se constituíram em dinâmicas temporais, sociais, culturais e políticas. Além dos diversos grupos humanos, essa história inclui relações entre homens e mulheres com diferentes animais nativos ou aclimatados. A trajetória dessas espécies não humanas integrou cenários de conflitos, liberdade e submissão.

17 de agosto - Mesa 9: Identidades e alteridades


Barbara Weinstein (New York University) - Ressentimento regional e racismo no Brasil: o caso de São Paulo


O discurso de excepcionalismo regional ligava a suposta “capacidade especial” de São Paulo para o progresso ao processo de embranquecimento. Qualquer tentativa de limitar seu poder na União provocava uma resposta que chamo de “ressentimento regional.” Esta palestra segue a trajetória desse fenômeno desde a Revolução de 1932 até a eleição de Bolsonaro.


Ramon Stern (Brown University) - Branquitude bizarra: retratos literários da migração sírio-libanesa e o contexto racial brasileiro


Combinando leituras de Raduan Nassar e Milton Hatoum com preceitos dos estudos da branquitude adaptados ao contexto brasileiro, argumento que os sírio-libaneses ocupam um lugar entre Orientalismo e branquitude simultaneamente no Brasil: uma branquitude distinta à dos europeus e também violentamente clara em relação à negritude e a indigeneidade.


Sónia Ferreira (Universidade Nova de Lisboa) - Produtores mediáticos e empreendorismo étnico na cidade do Rio de Janeiro


Inserida num projeto de mapeamento e análise crítica da produção mediática portuguesa em contexto migratório, esta apresentação foca-se no Brasil, analisando a mídia étnica portuguesa.

24 de agosto - Mesa 10: Do Império à República: construindo a Nação


Miqueias Mugge (Princeton University) - Construindo um império na Era das Revoluções: independência, imigração e escravidão


Nesse paper, pretendo discutir onde estariam as características imperiais nos planos de independência e na consolidação do Império, com uma mirada para políticas de imigração e escravidão através de documentos diplomáticos.


Andreza Aruska de Souza Santos (Universidade de Oxford) - Politicas de esquecimento e a construção da memória nacional no Brasil republicano


Quem decide quais histórias sobre uma cidade devem ser lembradas, como as interpretações do passado moldam seu presente e seu futuro? O paper discute noções de poder e identidade nacional examinando a preservação dos espaços urbanos e como uma cidade interpreta, resiste e consente as funções e significados que herdou e como se reinventa.


Christian Lynch (Fundação Casa de Rui Barbosa) - Necessidade, contingência, contrafactualidade: a queda do Império reconsiderada.


O paper interpreta o processo de contestação à ordem imperial, sem a ilusão retrospectiva de que ela estivesse condenada a cair em 1889. Ele privilegia a compreensão da natureza do reformismo liberal monarquista do fim do Império, interrompido pelo golpe militar republicano.

31 de agosto - Mesa 11: Limites e possibilidades da modernidade


Mônica Raisa Schpun (CRBC-EHESS) - Promotores e reveladores de sociabilidade: fotógrafos lambe-lambe e a frequentação do Jardim da Luz (1920-1930)


O Jardim da Luz foi, no início do século XX, um espaço chave da sociabilidade paulistana. Nessa comunicação, concentro-me em um personagem incontornável da vida do Jardim, atrativo considerável à sua frequentação: o fotógrafo ambulante. Os “lambe-lambe” registraram – não só para o historiador – os numerosos e anônimos citadinos que por ali passavam.


Amy Chazkel (Columbia University) - Os limites da cidade no tempo e no espaço: a luta pela liberdade de ir e vir no Rio oitocentista


Valendo-se de documentos produzidos pelo policiamento noturno do Rio de Janeiro oitocentista, esta apresentação mostra como a noite—marcada pelo toque de recolher seletivamente aplicado às pessoas negras—definia não só o uso do espaço da cidade mas os seus próprios limites geográficos.


Fania Fridman (Ippur-UFRJ) - O romantismo à brasileira da década 1840 aos anos 1860


No Oitocentos, a modernidade trazida pelo advento da industrialização e a generalização da economia de mercado na Europa ensejou a crítica romântica à civilização. Tomando o romantismo por inspiração, seus seguidores no Brasil realizaram ações em prol da transformação social na cidade do Rio de Janeiro em meados do século XIX.


Mais informações em: https://watson.brown.edu/brazil/events/2020/vii-simp-sio-internacional-de-hist-ria-e-cultura-do-brasil-lutas-por-liberdade-200-anos

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