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Matheus Borsato

Vazamento de óleo no Nordeste é Racismo, Fascismo e Xenofobia!



O Fórum Permanente Pela Igualdade Racial (FOPIR) lamenta o vazamento de óleo no nordeste do litoral brasileiro, mais uma tragédia ambiental que atinge o país em 2019, e repudia a inoperância e o descaso do Estado, que põe em risco vidas humanas e ecossistemas naturais.

Nas regiões afetadas, concentra-se a maior população de afrodescendentes, ribeirinhos e pescadores, que têm suas vidas diretamente impactadas pelo vazamento do óleo e o conseqüente dano sócio-ambiental.

Como é possível observar nas imagens, amplamente difundidas pelas redes de televisão e sociais, os mutirões de limpeza organizados por voluntários são, em sua maioria, compostos por negros e negras.

O contato e a manipulação do material altamente tóxico, traz graves riscos à saúde dessas populações, que reclamam a falta de iniciativas governamentais básicas, emergenciais e de contingência e remediação dos danos ambientais.  

Paradoxalmente, as ações do Ministério do Meio Ambiente não vão nessa direção. Quase dois meses após o início do vazamento, o ministro Ricardo Salles insiste em buscar “os culpados”. Em ato recente, acusou falsamente a ONG Greenpeace pelo vazamento de óleo, que ainda está em fase de investigação.

Os danos econômicos causados pelo vazamento e o descaso das autoridades já são sentidos entre as populações locais. Sabe-se que esses efeitos impactarão a vida marítima e a possibilidade de sustento de milhares de famílias por anos. Os relatos das dificuldades fartos e enxurram a imprensa nacional. Quem vai arcar com o prejuízo? Como as comunidades ribeirinhas, quilombolas e pesqueiras serão indenizadas por um dano que persistirá por anos? Como assisti-los do ponto de vista da saúde, da economia e do aspecto ambiental? Essas são algumas perguntas que as autoridades devem responder prontamente.

Finalmente, alertamos que os problemas de saúde e sócio-ambientais dos moradores desses locais e a ausência de políticas governamentais nessa direção reforçam o racismo ambiental e estrutural, marcos históricos da sociedade brasileira. Sabe-se que o Nordeste foi a região do país que se colocou – e se coloca – mais fortemente em oposição a essa política genocida do presidente Jair Bolsonaro e seus comparsas.

ACESSE: http://fopir.org.br/vazamento-de-oleo-no-nordeste-e-racismo-fascismo-e-xenofobia/2735

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