IV Copene Sul discute em Jaguarão – RS, “Ancestralidades, conquistas e resistências, em tempos...

IV Copene Sul discute em Jaguarão – RS, “Ancestralidades, conquistas e resistências, em tempos de intolerâncias”

IV Copene Sul discute em Jaguarão – RS, “Ancestralidades, conquistas e resistências, em tempos de intolerâncias”

Congresso bienal realizado pela quarta vez na região sul do Brasil, reúne cientistas nacionais e internacionais, pesquisadores, professores, alunos e movimento social para discutir, com enfoque internacional, a produção da pesquisa científica no campo da cultura negra.

Com centenas de participantes, o Copene Sul – Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as da Região Sul do Brasil completou a sua 4ª edição, reunindo estudiosos e especialistas que desenvolvem pesquisas acadêmicas sobre temáticas africanas e afro-brasileiras nas diversas áreas das ciências no Brasil e em outros países. O Copene Sul, congresso que ocorre bienalmente na região sul do Brasil, foi realizado de 16 a 19 de julho de 2019, no Campus da Unipampa, em Jaguarão RS.

Antecedendo a abertura oficial do IV Copene Sul, nos dias 15 e 16 de julho, também nas dependências da Unipampa, foi realizado o II Congresso Nacional do Conneabs – Consórcio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-brasileiros, presidido pelo professor Cleber dos Santos Vieira, do Neab da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp. O encontro reuniu núcleos de quase 20 estados da federação para a troca de experiências e discussão de temas de interesse dos núcleos consorciados.

Organizado pela Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as – ABPN e pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas – Neabi – Mocinha, da Unipampa, o IV Copene Sul contou com o apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Ufrgs, Universidade do Paraná – UFPR, Universidade Federal de Santa Catarina – Ufsc, Universidade Federal de Santa Maria -UFSM, Universidade Federal de Pelotas – Ufpel, Universidade Federal do Rio Grande – Furg, Universidade Luterana do Brasil – Ulbra, Universidade do Vale dos Sinos – Unisinos, Universidade Estadual de Maringá – UEM, Asociación de Investigadores [as] Negros [as] de America Latina y el Caribe –  Ainalc, Instituto Federal do Rio Grande do Sul – IFRS, Clube Social 24 de Agosto, Ministerio de Desarrollo Social – Mides, Secretaría de Género Dirección de Gestión Social – Goberno de Cerro Largo-Uruguai, Espacio Pro Afro – Cerro Largo- Uruguai, Teatro Esperança – Secult – Jaguarão, Fundação de Amparo à Pesquisa RS – Fapergs e diversas parcerias colaborativas.

A cerimônia de abertura oficial do encontro aconteceu na terça-feira [16/07], às 18h, no Teatro Esperança, com a participação do prefeito municipal de Jaguarão, Favio Teles, da vice-reitora da Universidade Federal do Pampa – Campus Jaguarão, Nádia Fátima dos Santos Bucco, da diretora da Unipampa, Ana Cristina Rodrigues, do coordenador de ações afirmativas da Unipampa Sebastião Cerqueira Adão, da coordenadora do IV Copene Sul, Giane Vargas Escobar, da presidenta da ABPN, Nicéa Quintino.

Presidindo a mesa, após as saudações de boas-vindas aos congressistas, a Profa. Dra. Giane Vargas Escobar, coordenadora do IV Copene Sul destacou a dimensão que o evento assume por reunir os três estados da região sul do país – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de estar sendo realizado no município de Jaguarão, no extremo sul do RS, junto a uma fronteira internacional, favorecendo, com isto, a possibilidade de intercâmbio e a presença do Uruguai, representado por instituições de estado e organizações culturais afro-uruguaias. Manifestou ainda sua saudação à escritora moçambicana Paulina Chiziane como símbolo da conexão do evento com o continente africano e aproveitou a oportunidade para agradecer aos colegas da Diretoria de Assuntos Estratégicos e de Relações Institucionais e Internacionais da Unipampa – DAEINTER pelos esforços para trazer palestrantes internacionais ao evento – Paulina Chiziane e Dionízio Bahule, de Moçambique e também os 30 convidados do Uruguai.

Giane  enfatizou que realizar o evento no atual contexto brasileiro, de transição política foi bastante difícil e muitas vezes teve medo, mas ao mesmo tempo pensava em todas as mulheres corajosas de ontem e de hoje que conhece. Encontrou inspiração também na escritora e teórica cultural norte-americana Gloria Evangelina Anzaldúa que, em “Uma carta para as mulheres do terceiro mundo” revelou que se tornara escritora justamente porque tinha medo de escrever, porém o seu medo maior ainda era o de não escrever. “Então, entre o não fazer e o fazer, nós escolhemos superar todo e qualquer medo, pela resistência, pela insistência, pelo desafio de seguir, mesmo diante de todas as dificuldades que a educação enfrenta neste momento no país”, afirmou Giane. E concluiu: “é preciso celebrar os avanços que tivemos por conta das ações afirmativas. Não foi sem razão a escolha da Unipampa como sede acadêmica para estes momentos, já que ela é uma das ações afirmativas, um ponto visível desses avanços que obtivemos nos últimos tempos, graças às lutas dos movimentos sociais negros no Brasil por políticas públicas de expansão das universidades em lugares esquecidos. Não é em vão que o tema que nos move neste evento é justamente ‘Ancestralidades, Conquistas e Resistências em Tempo de Intolerância’”.

A noite de abertura do IV Copene Sul contou também com a palestra inaugural proferida pela Profa. Dra. Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (UFSCar).


ACESSE AQUI: http://www.nacaoz.com.br/2015/iv-copene-sul-discute-em-jaguarao-rs-ancestralidades-conquistas-e-resistencias-em-tempos-de-intolerancias/

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