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Catálogo de divulgação do livro da 16 MICN - Educação, Cultura e Semiótica


Segundo o professor e cineasta Celso Luiz Prudente, o Cinema Negro nasceu com o Cinema Novo, a escola cinematográfica que levou à grande tela retratos de um Brasil complexo, marcado pela desigualdade social, criando uma tendência que ganhou relevo a partir dos anos 60. É ao estabelecer essa ligação que Prudente defende o Cinema Negro e o caracteriza como “o cinema das minorias”, uma vez que, no seu entender, o Cinema Novo traz um esboço de ruptura com a invisibilidade e a representatividade pejorativa do negro no cinema brasileiro.


Essa é uma das reflexões presentes no e-book “16ª Mostra Internacional do Cinema Negro: educação, cultura e semiótica”, organizado por Prudente (um dos principais estudiosos do tema no País) e pelo professor Paulo Vinicius Baptista Silva, do Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) — acesse aqui.


O apanhado de artigos busca levantar debates sobre o Cinema Negro, em especial suas perspectivas e atuação na busca por uma identidade negra brasileira. Entre os trabalhos, há também os que investigam filmes que estão entre os 19 reunidos na 16ª Mostra Internacional do Cinema Negro, que será realizada online de 10 a 15 de novembro, em parceria com o XI Congresso de Pesquisadores(as) Negros(as) (Copene).


Entre as manifestações que estão no e-book, é possível destacar a de Paulo Morais-Alexandre, estudioso de História da Arte e doutor pela Universidade de Coimbra, que trata do “papel desestabilizador” do Cinema Negro como inerente ao da própria arte (“há um papel pedagógico que a Arte deve ter, nomeadamente para despertar as consciências”, escreve).


Autores

O e-book traz apresentações de Afrânio Catani; Eunice Aparecida de Jesus Prudente; João Paulo Pinto Có; Paulo Morais-Alexandre; Marcos Mendonça; e Cleber Papa.


Os artigos são assinados por: Celso Luiz Prudente, Paulo Vinicius Baptista Silva, André Lucas Guerreiro Oliveira e Neli Gomes Rocha; Adriano Kurle; Aline Lino Lecci; Ana Claudia da Cruz Melo; Ana Maria Saldanha; Claudia Maria Ribeiro; Dennis de Oliveira; Éder Rodrigues dos Santos, Márcia Teixeira Falcão e Enoque Raposo; Fábio Santos de Andrade e Silvana Viana Andrade; Hilton Silva e Francisco Weyl; João Batista de Jesus Félix; Luan de Sodré de Souza; Mariane da Silva Pisani; Noel dos Santos Carvalho; Ricardo Alexino Ferreira; Rogério de Almeida e Cesar Zamberlan; Ivanilda Amado Cardoso, Patricia Santos Silva e Valnei Souza Santos.


Mostra

A mostra será realizada de 10 a 15 de novembro como evento cultural paralelo ao XI Copene, que conta com 2 mil inscritos e cuja primeira etapa, online, começa nesta segunda-feira (9).

Gratuitas, as transmissões dos filmes ocorrerão via plataforma digital (Vimeo) do Museu da Imagem do Som de São Paulo (Mis-SP), em parceria com o XI Copene.


Serão exibidos 15 curtas-metragens, um média-metragem e três longas, dirigidos por 6 mulheres e 13 homens. Os filmes foram rodados em Portugal, em Brasília, Distrito Federal, e em outros 12 estados brasileiros: Acre, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.


Sobre o Copene 2020

Neste ano, o Copene será realizado em duas fases, segundo reorganização necessária devido à pandemia de Covid-19.


A primeira será online, de 9 a 12 de novembro, com a conferência de abertura, no dia 9, com a escritora Conceição Evaristo, mesas redondas e a publicação do caderno de resumos das sessões temáticas As apresentações de trabalho foram transferidas para a Semana da África, de 24 a 26 de maio, no Campus Rebouças da UFPR, em Curitiba.


O congresso é realizado anualmente pela ABPN e, neste ano, tem organização da UFPR, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e do Instituto Federal do Paraná (IFPR). Também participa da promoção o Consórcio Nacional dos Núcleos de Estudos Afro-brasileiros, do qual faz parte o Neab da UFPR, e a Superintendência de Inclusão, Políticas Afirmativas e Diversidade (Sipad) da UFPR.


Há 20 anos a ABPN atua para o fortalecimento profissional de pesquisadores negros e a consolidação dos campos temáticos de pesquisas de forma a garantir multiplicidade de pensamento em todas as áreas do conhecimento.


SERVIÇO “16 ª Mostra Internacional do Cinema Negro” Quando: 10 a 15 de novembro Onde: pela plataforma digital do Museu da Imagem do Som (Mis) de São Paulo (acesse aqui de 10 a 15/11)


Programação

10/11 (terça-feira)

19h – Apresentação da cantora Fabiana Cozza e de um vídeo sobre a Mostra e os homenageados desta 16ª edição.

Exibição do curta “Tem um passado em meu presente” (dir. Joel Zito Araújo, Brasil, 2017, 19’45”, livre)


11/11 (quarta)

16h | Programa 1 | “Desta vez Ulisses não sairá de casa”; “Maikan Pisi ‘Pata’: a Terra da Raposa”; “Som da raça”; “Por terra, céu e mar”; “Questão de justiça”

20h | Programa 2 | “Megg, a margem que migra para dentro”; “Umbigada”; “Retalho à memória viva de Saramandaia”; “Carnaval Brasil anos 40”


12/11 (quinta)

16h | Programa 3 |” Traçados”; “Hora de Bai; Mariquinha no mundo da imaginação”; “Aruanda”; “Odò Pupa, o lugar da resistência”

18h | Programa 4 | “Raimunda Quebradeira”; “Kiteyã Toalete Makurap: nosso conhecimento Makurap”; “Jack Aventuras”


13/11 (sexta)

16h | Programa 2 | “Megg, a margem que migra para dentro”; “Umbigada”; “Retalho à memória viva de Saramandaia”; “Carnaval Brasil anos 40”

20h | Programa 4 | “Raimunda Quebradeira”; “Kiteyã Toalete Makurap: nosso conhecimento Makurap”; “Jack Aventuras”.


14/11 (sábado)

12h | Programa 3 | “Traçados”; “Hora de Bai”; “Mariquinha no mundo da imaginação”; “Aruanda”; “Odò Pupa, o lugar da resistência”

14h | Programa 1 | “Desta vez Ulisses não sairá de casa”; “Maikan Pisi ‘Pata’: a terra da raposa”; “Som da raça”; “Por terra, céu e mar”; “Questão de justiça”

16h| Bate-papo de Cinema Pontos MIS | Exibição de filme “Vaga carne” (dir. Grace Passô e Ricardo Alves Júnior, Brasil, 2020, 45 min) – inscrições aqui

18h | Bate-papo de Cinema Pontos MIS | Debate com Celso Luiz Prudente (curador da mostra), Luciara Ribeiro (curadora independente e mestra em História da Arte); e mediação de Eduardo Bordinhon (artista e doutorando em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp) – assista no canal do MIS no YouTube


15/11 (domingo)

Durante todo o dia, os filmes da seleção oficial da Mostra ficam disponíveis:

“Desta vez Ulisses não sairá de casa”, de Rogério de Almeida “Maikan Pisi ‘Pata’: a terra da raposa”, de Éder Rodrigues “Som da raça”, de Celso Luiz Prudente “Raimunda a quebradeira”, de Marcelo Silva “Por terra céu e mar”, de Hilton Ferreira Silva “Megg: a margem que migra para o centro”, de Larissa Nepomuceno “Umbigada”, de Gabriela Barreto “Retalho a memória viva de Saramandaia”, de Lucio Lima “Carnaval Brasil anos 40”, de Pierre Verger e Barros Freire “Traçados”, de Rodrey Ribeiro Pantoja “Hora di Bai”, de Bruno Leal “Mariquinha no mundo da imaginação”, de Constantina Xavier “Jack aventuras”, de Renata Acioli “Aruanda”, de Linduarte Noronha “Questão de justiça”, de Celso Luiz Prudente “Tem um passado no meu presente”, de Joel Zito Araujo “Dorivando Saravá, o preto que virou mar”, de Henrique Dantas “Odò Pupa, o lugar da resistência”, de Carine Fiúza “Kiteyã Toalet Makurap: nosso conhecimento Makurap”, de Roseline Mezacasa


Acesse o catálogo da 16° Mostra Internacional do Cinema Negro, com programação completa, aqui


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