Em 2018 chegamos a décima edição do Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as.

Uma caminhada repleta de conhecimentos e trocas de conhecimentos enriquecedores. Por isso abrimos

esse espaço para que todos/as possam conhecer um pouco do trabalho realizado pela

ABPN em conjunto com seus/as associados/as.

Como estamos construindo este espaço em conjunto com nossos/as associados/as pedimos que, caso você tenha, Anais de alguma edição que não esteja ainda em nossa página, por favor entre em contato conosco

para que possamos inserir o mesmo.

História dos COPENE

O I Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as, realizado de 22 a 25 de novembro de 2000 em Recife (Pernambuco), inaugurou um procedimento ao efetuar um balanço da produção recente dos pesquisadores negros e negras e de estudos que lidam com temáticas relacionadas com a situação dos afrodescendentes, especialmente no Brasil. Este congresso contou com a presença de aproximadamente 320 pesquisadores nacionais - de diversas regiões do país - e estrangeiros. A grande concentração de pesquisadores/as se deu nas seguintes áreas de conhecimento: educação, saúde, história, sociologia e antropologia.​ Dois pontos ganham relevância ao se analisar o I COPENE. Em primeiro lugar, chamaram a nossa atenção a diversidade, o crescimento numérico e a qualidade da produção.

Em segundo, a persistência de barreiras e a ausência dos meios materiais de suporte ao desenvolvimento de pesquisas pretendidas pelos/as pesquisadores/as negros/as. O que sugere haver divergências no interesse e na agenda de pesquisadores brancos e afrodescendentes.

O II Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as, realizado de 25 a 29 de agosto de 2002 na cidade de São Carlos no estado de São Paulo, deu continuidade às deliberações do I Congresso a aprovou, por unanimidade, em sessão plenária, a constituição da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (não restringindo a participação de pesquisadores não-negros) com o objetivo principal de congregar e fortalecer laços entre pesquisadores/as que tratem da problemática racial, direta ou indiretamente, ou se identifiquem com os problemas que afetam a população negra e, principalmente, estejam interessados em seu equacionamento não apenas teórico.

No II Congresso, de certa forma, as áreas de maior concentração foram as mesmas do Congresso de Recife e participaram, aproximadamente, 450 pesquisadores; no entanto, já transparecem na produção os efeitos das mudanças sociais ocorridas na década de 90 na agenda das entidades do movimento negro brasileiro. Agenda essa provocada pela conformação de um Estado liberal-democrático no Brasil, no qual os negros passam a se utilizar crescentemente de mecanismos jurídico-políticos tanto para criminalizarem a discriminação e o racismo enquanto coletividade quanto para exigirem políticas públicas compensatórias pelos danos espirituais e materiais causados pelo racismo e pela discriminação. 

Esta agenda assinalou a importância de aprofundar o balanço crítico iniciado no Congresso de Recife sobre a produção intelectual brasileira relativa às relações étnico-raciais mostrando as mudanças temáticas, mudanças de enfoque no interior de um mesmo tema, diferenças no tratamento de problemas e da própria agenda de pesquisa, na medida em que os negros, dentro e fora das universidades, passam a questionar o poder de nomeação, classificação e hierarquização do seu outro. É significativo destacar que, ao “negarem” a nomeação imposta de preto e ao se autonomearem como negro, afro-brasileiro ou, mais recentemente, como afrodescendente têm, os negros, buscado, por meio de seus intelectuais dentro e fora das universidades, rever, recriar, ressignificar sua participação e experiência enquanto coletividade distinta na história passada e presente do Brasil.

Com 600 inscrições e um público estimado de aproximadamente 1000 pessoas - entre negros, brancos e indígenas - a ampla participação demonstrou de forma cabal, por um lado, o acerto da proposta de congresso a cada dois anos, por outro, a necessidade de estruturação nacional da ABPN.

O congresso de São Luís transcorreu com a SEPPIR e a SECADI, dois órgãos do governo federal, além da Fundação Palmares, também órgão do governo federal, acenando com o efetivo apoio do mesmo para agenda do movimento negro e dos pesquisadores/as negros/as. O prometido apoio deu-se de forma parcial e as expectativas geradas foram muito maiores do que o realizado, em especial nos aspectos centrais da agenda.

O III COPENE, realizado em São Luís do Maranhão entre os dias 06 e 10 de setembro de 2004, ocorreu sob uma intensificação da luta antirracista e com a adoção de cotas para negros em algumas instituições de ensino superior, notadamente a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e a Universidade Estadual da Bahia (UNEB) que foram as primeiras instituições públicas de ensino superior a adotarem reservas de vagas. O próprio eixo temático do Congresso é sintomático: “Pesquisa Social e Ações Afirmativas para Afrodescendentes”.

 
 

A relevância político-social e acadêmica do evento reside no fato de oportunizar o debate e aprofundamento de questões relacionadas à África, Brasil e as africanidades na diáspora, através das produções de reconhecidos intelectuais de diversas áreas do saber e de outros estudiosos que vêm se destacando na contemporaneidade, haja vista as contribuições de suas pesquisas para desvelar as faces do racismo à brasileira e, ao mesmo tempo, para fortalecer a luta contra as desigualdades que imperam no seio social.

O V Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as, foi realizado entre os dias 29 de julho à 01 de agosto de 2008 e teve como tema " Pensamento negro e anti-racismo: diferenciações e percursos" e foi realizado pela Associação Brasileira de Pesquisadores Negros – ABPN, Universidade Federal de Goiás – UFG, Universidade Católica de Goiás - UCG, Universidade Estadual de Goiás – UEG, Núcleo de Estudos Africanos e Afro-Descendentes da UFG – NEAAD/UFG, Centro de Estudos Afro-Brasileiros – CEAB/UCG e Coletivo de Estudantes Negros/as Beatriz Nascimento –   CANBENAS, além de parceiros como órgãos governamentais nacionais, estaduais e municipais e outras entidades e instituições.

O IV Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as - COPENE foi realizado de 13 a 16 de Setembro, em Salvador, Bahia, com o tema “O Brasil Negro e suas Africanidades: Produção e Transmissão de Conhecimentos”.

Durante o evento foram propostas reflexões sobre a temática étnico-racial realizadas nos congressos anteriores, tendo em vista a apresentação de proposições pertinentes às problemáticas que afetam a vida da população negra no país, tendo como enfoque as áreas da educação, saúde, história, sociologia, antropologia, bem como temas referentes à Ciência e Tecnologia. 

O VI Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as aconteceu na cidade do Rio de Janeiro entre os dias 29 e 29 de julho de 2010, sendo a temática “Afro-Diáspora, Saberes Pós-Coloniais, Poderes e Movimentos Sociais”. O evento pretendeu apresentar e discutir os processos de produção/difusão de conhecimentos intrinsecamente ligados às lutas históricas empreendidas pelas populações negras nas Diásporas Africanas, nos espaços de religiosidades, nos quilombos, nos movimentos negros organizados, na imprensa, nas artes e na literatura, nas escolas e universidades, nas organizações não-governamentais, nas empresas e nas diversas esferas estatais, que resistem, reivindicam e propõem alternativas políticas e sociais que atendam às necessidades das populações negras, visando a constituição material dos direitos.

Difundir e debater os saberes produzidos por negros(as) no Brasil implica no esforço de identificar no cenário sociocultural brasileiro, conhecimentos, manifestações e formas de pensar/estar no mundo, concepções, linguagens e pressupostos não hegemônicos, construídas pela multiplicidade de sujeitos que constituem as populações negras, focalizando essa população como produtora de conhecimentos científicos, técnicos e artísticos.

Essa temática também propôs uma reconfiguração dos quadros da memória, no que tange a experiência histórica da população negra no Brasil, que respeite a presença da ancestralidade e tradições africanas, mas, ao mesmo tempo, considere as composições, traduções e recriações realizadas nos movimentos da diáspora.

A escolha dessa temática foi fundamental no sentido de levar em consideração a atual conjuntura brasileira daquele momento, quando os segmentos negros organizados reivindicavam e acentuavam o incremento de mecanismos jurídico-políticos de constituição material de direitos, tais como: a Lei Federal n.º 10.6391 e suas Diretrizes Curriculares, a implementação de Políticas de Ações Afirmativas, a luta pela aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e do Projeto de Cotas para Negros nas Universidades pelo Congresso Nacional, o que implicava na exigência e na urgência de ampliar o campo de discussão e produção de conhecimentos sobre as populações negras.

O Congresso envolveu aproximadamente 2000 participantes diretos/as de todas as Unidades da Federação e do exterior. Além disso, a realização deste congresso, assim como das edições anteriores, possibilitou um crescimento quantitativo e qualitativo da produção científica de pesquisadores/as negros/as e sobre populações negras, especialmente no Brasil.

O VII Congresso, ocorrido entre o período de 16 a 20 de julho de 2012, na cidade de Florianópolis, contemplou a temática “Os desafios da luta antirracista do século XXI”. Atingindo um público de aproximadamente 1.000 participantes, o evento promoveu discussões sobre os processos de produção e difusão de conhecimentos ligados às lutas históricas empreendidas pelas populações negras nas mais diversas esferas institucionais e áreas do conhecimento. 

Tais discussões foram contempladas por meio do enfoque aos seguintes temas distribuídos nos Simpósios Temáticos:

1 - Relações Étnico-Raciais, Gênero e Diversidade; 2 – Processos Identificatórios, Relações Raciais e Educação Escolar; 3 - Construção de Identidade Negra no Brasil; 4 - Violência e Questão Racial: Desafios para as Políticas de Direitos Humanos no Século XXI; 5 - Infância Negra, Educação: Desafios e Possibilidades de Igualdade Racial no Brasil; 6 - Educação e Africanidades: Trilhas, Desafios e Possibilidades; 7 - Relações Étnico-Raciais nos Currículos da Educação Básica; 8 - Literatura e outras expressões artísticas afro-diaspóricas;  9 – Representação do negro, entre afirmação e silenciamento; 10 – Memória, Patrimônio e Identidade Negra; 11 – Cultura e História da África e da Diáspora: novas perspectivas historiográficas no Brasil; 12 – Movimentos Sociais Negros; 13 – Poder, cultura e política na perspectiva das Relações Étnico-Raciais; 14 – Políticas públicas de implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais; 15 – Raça, Poder e Desenvolvimento.​​

A programação desta versão, que, de forma inédita, incorporou três eventos concomitantes, a saber, o II Seminário Internacional de Pesquisadores/as Negros/as; o I Seminário de Iniciação Científica da ABPN e o I Encontro Nacional de Pesquisadoras e Pesquisadores em Saúde da População Negra, comportou 04 conferências, 15 simpósios temáticos, 25 mesas redondas, 300 trabalhos de comunicações livres, 46 pôsteres de iniciação científica, 19 minicursos e oficinas, além de uma intensa programação artístico-cultural.

A proposta do Congresso consistira em oportunizar a diferentes pesquisadores e pesquisadoras a construção de um balanço da produção acadêmica até aqui e definir os desafios para os próximos anos.

O VIII Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as, foi realizado entre os dias 29 julho à 2 de agosto na Universidade Federal do Pará e teve como tema "Ações Afirmativas: cidadania e relações étnico-raciais. No Congresso foram debatidos temas relevantes e caros a sociedade brasileira atual. No mesmo momento em que a vida brasileira atravessa uma onda de questionamentos, concretizadas em manifestações que mobilizam diversos setores sociais, discutir ações afirmativas consiste em um movimento de fortalecimento a vida democrática e cidadã. O vínculo estabelecido nesta oportunidade entre ações afirmativas, cidadania e relações étnico-raciais não esgota o tema, como bem sabemos, mas suscita um ponto de partida importante, a partir do qual podemos ampliar a discussão e enfrentar outros pontos com os quais lidamos no nosso cotidiano como pesquisadores/as. O tema, neste sentido, abrangeu todas as áreas do conhecimento e perpassou as preocupações e ocupações de todos os participantes do evento.

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – UEMS, por meio do Centro de Estudos, Pesquisa e Extensão em Educação, Gênero, Raça e Etnia – CEPEGRE , juntamente com a Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as – ABPN, realizará, de 19 a 23 de julho de 2016, na unidade sede, em Dourados, o IX CONGRESSO BRASILEIRO DE PESQUISADORES/AS NEGROS/AS – IX COPENE. O COPENE foi realizado pela segunda vez em uma cidade do interior, sendo a primeira no ano de 2002, na cidade de São Carlos -SP, quando ocorreu o II COPENE. Também será a segunda vez que o mesmo é realizado na região Centro-Oeste. A primeira foi no ano de 2008, na cidade de Goiânia, o seja, o V COPENE.

O IX COPENE tem como objetivo geral reunir pesquisadores/as negros/as para discutir, apresentar, ampliar e avaliar as ações e estratégias de combate ao racismo, às políticas públicas direcionadas à população negra brasileira e as produções científico-acadêmicas elaboradas nas últimas décadas, traz como tema “NOVAS FRONTEIRAS DA INTOLERÂNCIA RACIAL: VELHAS PRÁTICAS DE DISCRIMINAÇÃO E NOVOS ESPAÇOS – UNIVERSO WEB” ao mesmo tempo propiciar debate e reflexão sobre o uso do universo web como espaço de disseminação de velhas práticas de intolerância racial e as políticas públicas de combate. A escolha do tema deu-se em virtude das situações de ataques racistas que afloram mais a cada dia com uso de recursos do universo midiático, baseados na ideologia da superioridade racial e na lógica da impunidade.

A IV Semana sobre Negritude, Gênero e Raça – SERNEGRA e do II Congresso de Pesquisadores/as Negros/as do Centro Oeste – COPENE-GO foram realizados em Brasília entre os dias 4 e 8 de novembro de 2015.

O II COPEN-CO teve como tema “Diálogos e perspectivas sobe a questão racional no Brasil”, com o intuito de discutir sobre os processos de produção e difusão de conhecimentos ligados às lutas históricas empreendidas pelas populações negras nas mais diversas esferas institucionais e áreas do conhecimento.

O III Congresso de Pesquisadores Negros/as da Região Sul: desenvolvimento, patrimônio e cultura afro-brasileira (III COPENE SUL) teve como principal objetivo promover a divulgação da produção científica, tecnológica e cultural sobre desenvolvimento, patrimônio e cultura afrobrasileira, incentivando a inovação e a geração de conhecimentos e a troca entre pesquisadores e estudantes de ensino médio, graduação, pós-graduação e movimentos antirracistas do Brasil e do Cone Sul. Foi realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) nos dias 10, 11, 12 e 13 de julho de 2017 por meio do Grupo de Pesquisa Alteritas: Diferença, Arte e Educação em conjunto com o Literalise – Grupo de pesquisa em literatura infantil e juvenil e práticas de mediação literária, com o Programa de Pós graduação em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGE/UFSC), com a Secretaria de Ações Afirmativas (SAAD/UFSC), a Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), e a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), por meio do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB).

 
 
 
 
 
 
 
 
 

O II Congresso dos/as Pesquisadores/as Negros/as da Região Sul - II Copene Sul - decorre da necessidade de aprofundar, em âmbito regional, os debates recorrentes nos Congressos Nacionais dos Pesquisadores/as Negros/as, promovidos pela Associação Brasileira dos/as Pesquisadores/as Negros/as (ABPN). A regionalidade das discussões possibilita melhorar a articulação entre as pesquisas, fortalecendo alguns aspectos que dialogam com outras inserções investigativas ao longo do país.

O tema definido para o II Copene Sul é “Saberes Negros do Sul do Brasil; Pensamento Afro-brasileiro; Pensamento Africano e da Diáspora”. A escolha do tema revela a intenção de congregar no evento o conhecimento produzido pelos(as) cientistas e intelectuais negros(as) vinculados à ABPN e aos NEABs, em intenso diálogo com o conhecimento produzido pela intelectualidade negra brasileira e da diáspora, bem como com os movimentos sociais negros, comunidades quilombolas, e tradições religiosas de matriz africana (comunidades de terreiro) e comunidades tradicionais. 

A Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as - ABPN, a Universidade Federal do Pampa - Unipampa e o Consórcio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-brasileiros - CONEABs têm a satisfação de convidar a comunidade de pesquisadores/as para o IV Copene Sul, evento que ocorrerá de 16 a 19 de julho de 2019 no Campus Jaguarão, na cidade de Jaguarão-RS.
 

O IV Congresso de Pesquisadores/as Negros/as da Região Sul - IV COPENE SUL - tem como objetivo promover a divulgação da produção científica, tecnológica e cultural promovendo a reflexão sobre ancestralidades, conquistas e resistências num contexto em que cada vez mais recrudescem o racismo e intolerâncias de todas as ordens, impulsionando a luta antirracista e a produção de conhecimentos, a inovação científica e social, a crítica epistemológica ao pensamento único e a troca entre pesquisadores e estudantes de graduação, pós-graduação, professores e pesquisadores/as das mais diversas instituições acadêmicas, movimentos sociais do Brasil e convidados estrangeiros. 

 

Pelotas. Nos dias 24, 25 e 26 de julho de 2013, acontece no IF-Sul Pelotas - Campus Praça Vinte de Setembro, o primeiro Congresso de Pesquisadores/as Negros/as da Região Sul. São 15 universidades e um IF dos três estados do sul do país, e movimentos de luta negra unindo forças para o debate sobre as políticas de promoção de uma educação antirracista.

Diáspora africana, Pós-abolição, Políticas de promoção de igualdade etnico-raciais, Mídia e Negritude, Religiosidades e Identidades negras... São muitas as temáticas que permeiam esse universo recente de pesquisa. Dos primeiros povos africanos escravizados até sua recente condição de libertos são 125 anos de liberdade em comparação a quase quatro séculos de escravidão. Ou seja, faz pouquissímo tempo que se abriu espaço dentro do saber acadêmico para a discussão dos problemas raciais no mundo.


 

O objetivo do encontro, segundo a coordenadora a APBN, Georgina Helena Lima Nunes é promover o encontro de pesquisadores/as negros/as da Região Sul do Brasil e países do Cone Sul. Além de salientar o debate em torno da lei 10639/03 e da educação sobre as relações étnico-raciais no sentido de apresentar, avaliar e propor novas ações direcionadas à população negra através de produções científico-acadêmicas e saberes vivenciais.

Por mais de 30 anos, concomitante ao processo de democratização do país, existe o esforço de diferentes atores em gerar espaços como o COPENE, onde estudiosos e militantes se empenham em dar seguimento à pesquisas sobre estudos africanos e afro-brasileiros nas mais diversas áreas. A ABPN, Associação de Pesquisadores/as Negros/as, promove desde 2000, a cada dois anos, o Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as. E no encontro do ano passado, ocorrido em Florianópolis, surgiu a iniciativa, para 2013, que cada região organizasse um COPENE para discutir pautas e demandas desse recorte territorial.

A estratégia de começar a intercalar os encontros nacionais com encontros regionais tem um propósito. “A regionalização do COPENE vai ao encontro das ações que efetivam a aproximação das fronteiras que distanciam o bom aproveitamento dos diversos tipos de pesquisas do fazeres e saberes que permeiam as relações interpessoais do processo de ensino-aprendizagem”, diz a professora Georgina Nunes.

São alguns os nomes de destaque que participarão do I COPENE SUL: Professora Zélia Amador de Deus, da Universidade Federal do Pará, e também fundadora do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará; a professora Beatriz Santos, coordenadora da Unidade Temática pelos Direitos do Afrodescendentes de Montevidéu; a professora Terezinha Juraci Machado Silva, da Universidade Nacional de Assunção e o professor Marcos Corizzo, coordenador do Instituto de Culturas Aborígenes de Córdoba – Argentina.
Se você ficou interessado em participar as inscrições para ouvintes custam 20 reais, e vão até o dia do evento. 

 

A proposta é aprimorar e aprofundar a capacidade investigativa dos pesquisadores da Região por meio de intercâmbio acadêmico com pesquisadores e perspectivas teórico-metodológicas desenvolvidas por autores internacionais e nacionais de referencia e reconhecimento acadêmico, ao mesmo tempo que visa promover o reconhecimento e a sistematização dos saberes locais, dos saberes emergentes e saberes emancipatórios (GOMES), dos(as) pesquisadores(as), dos(as) ativistas dos movimentos sociais, de membros de comunidades tradicionais.

O II Copene Sul tem também um sentido de formação dos(as) pesquisadores(as) negros(as) em processo de doutoramento, mestrado e iniciação científica - de diferentes áreas do conhecimento -, que têm participação efetiva em todos os momentos do congresso, desde a composição de comissões organizadoras, como meio de ter formação em processos de difusão de ciência e tecnologia.

O congresso pretende, ainda, se transformar em uma via de formação continuada de professores das redes públicas de educação básica, articulando-se com as secretarias de educação da Região Metropolitana de Curitiba e abrindo espaço para participação dos(as) docentes nas conferências, mesa-redondas, sessões de apresentação de trabalhos, mini-cursos e programação cultural. O intuito é que o congresso seja também um espaço de formação continuada de professores para o cumprimento do Artigo 26A da LDB, que define a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira nas redes de ensino, assim como das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais (DCN-ERE).

Nos  dia 28, 29 e 30 aconteceu na cidade de João Pessoa/PB o II Congresso de Pesquisadores/as Negros da região Nordeste - II Copene Nordeste. Do total de 668 inscrições temos que 92% são de pessoas do Nordeste brasileiro e, contamos com congressistas oriundos/as dos nove estados que integram esta região do Brasil. De outras regiões brasileiras vieram 8 % de nossos/as participantes.

A grande maioria de nossos/as congressistas, infelizmente, ainda não estão filiados/as a ABPN, pois a análise dos números nos aponta que os/as filiados/as representam 156 (24%) pessoas, contra um contingente de 503 (76%) não associados, uma informação que nos aponta um trabalho de conquista a fazer.

II CONGRESSO DE PESQUISADORES/AS NEGROS/AS DO NORDESTE II COPENE/ NORDESTE

EPISTEMOLOGIAS NEGRAS E LUTAS ANTIRRACISTAS ANAIS DO II COPENE Nordeste

João Pessoa – PB

29, 30 e 31 de maio de 2019

Cadernos Imbondeiro, vol. 6, n° 2, 2019 |UFPB| ISSN 2316-2937

Mais informações:
Abertura completa: https://www.facebook.com/neabi.ufpb/videos/2893176900722284/
Site do Evento: https://www.copenenordeste2019.abpn.org.br 

 Cadernos Imbondeiro, vol. 6, n° 2, 2019/UFPB/ISSN 2316-2937

https://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ci/issue/view/2402/341

 
 

O I Congresso de Pesquisadores/as Negros/as do Nordeste – COPENOR, acontece entre os dias 24 e 27 de outubro na Universidade Federal do Maranhão e traz como tema “Presença no Nordeste para além dos tambores: Saberes Culturais e Produção de Conhecimentos”.

O evento está sendo organizado por meio de parceria entre a UFMA (Centro de Ciências Humanas / Colegiado da Licenciatura Interdisciplinar em Estudos Africanos e Afro-brasileiros / NEAB / PPGCSOC), o Instituto Federal do Maranhão (IFMA/Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indiodescente/NEABI), a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN). 

O I COPENOR pretende ser um espaço significativo de debates, reflexões e proposições em torno da produção intelectual sobre a temática étnico-racial. Tendo como pressuposto, que a diáspora africana é um campo fértil para a compreensão das especificidades étnico-raciais e dos saberes culturais no nordeste brasileiro, bem como da tipologia de relações étnico-raciais no Brasil, constituindo-se um campo importante de reflexões para os NEABS, NEABIS e para as Ciências Humanas e Sociais.

 

O Congresso de Pesquisadores Negros será realizado com o escopo de promover, a articulação interinstitucional entre pesquisadores intelectuais, estudantes que pesquisam a temática da história, memória e identidade étnico-religiosa dos negros na Região Norte, temáticas estas que estão imbricadas na construção da Identidade Nacional Brasileira, relações étnico-raciais e ações afirmativas no Brasil. O evento ocorrerá no período de 05 a 07 de dezembro de 2017, nas dependências da Universidade Federal do Amazonas, e está em consonância com o Plano de Ações da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros – ABPN, ou seja, o investimento na regionalização da entidade, com o intuito de construir uma política voltada para as regiões apostando na inovação em pesquisa e nas articulações com movimento social, bem como, com as secretarias municipais e estaduais de educação, com vista a implementação da Lei 11.645/08 que trata da obrigatoriedade da inclusão no currículo oficial das rede públicas e privadas da História e Cultura Afro-brasileira e Indígena.

 

O Congresso de Pesquisadores Negros será realizado com o escopo de promover, a articulação interinstitucional entre pesquisadores intelectuais, estudantes que pesquisam a temática da história, memória e identidade étnico-religiosa dos negros na Região Norte, temáticas estas que estão imbricadas na construção da Identidade Nacional Brasileira, relações étnico-raciais e ações afirmativas no Brasil. O evento ocorrerá no período de 05 a 07 de dezembro de 2017, nas dependências da Universidade Federal do Amazonas, e está em consonância com o Plano de Ações da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros – ABPN, ou seja, o investimento na regionalização da entidade, com o intuito de construir uma política voltada para as regiões apostando na inovação em pesquisa e nas articulações com movimento social, bem como, com as secretarias municipais e estaduais de educação, com vista a implementação da Lei 11.645/08 que trata da obrigatoriedade da inclusão no currículo oficial das rede públicas e privadas da História e Cultura Afro-brasileira e Indígena.

 

O I Congresso Brasileiro de Pesquisadoras(es) Negras(os) da Região Sudeste, com sede na Cidade do Nova Iguaçu - RJ, com o tema geral “Os NEABs no cenário educacional contemporâneo: relações e interseções identitárias”, debaterá as responsabilidades políticas e científicas que devem assumir os Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Grupos correlatos nos processos de formação de pesquisadoras(es) negras(os) e de professoras(es), de produção/difusão de conhecimentos, conteúdos, métodos e tecnologias para educação das relações étnico-raciais, bem como articulações, estratégias e de projetos para o fortalecimento desses coletivos de pesquisa e extensão no interior das instituições que pertencem e na sociedade. 

 

O objetivo geral é promover reflexões críticas sobre a produção acadêmica e os desafios dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Grupos Correlatos.

 

Além disso, são objetivos específicos:

  1. Divulgar os trabalhos realizados, com o propósito de enriquecer e ampliar possibilidades de reflexão e produção de conhecimentos no campo dos Estudos Afro-Brasileiros;

  2. Debater o papel dos NEABs e Grupos Correlatos nos diferentes espaços de ensino, pesquisa e extensão, especificamente na área de educação e no que diz respeito à formação de pesquisadores(as);

  3. Fortalecer articulações políticas e acadêmicas entre NEABs e Grupos Correlatos;

  4. Fomentar diálogos com pesquisadores(as)de diferentes instituições da Região Sudeste.

O II COPENE Sudeste será realizado entre os dia 27 de Fevereiro a 02 de Março de 2018 no Campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, MG.

As atividades previamente programadas (Grupos de Trabalhos e Mini-cursos) serão mantidas e os trabalhos já submetidos serão reencaminhados aos coordenadores(as) dos Gts. Uma nova data para submissão de trabalhos ainda não-submetidos, a serem apresentados nos GTs, será anunciada no dia 13 de Novembro de 2017.

 
 

A Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as - ABPN, a Universidade Federal do Espírito Santo – UFES, por meio do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros –NEAB/UFES têm a satisfação de convidar a comunidade de pesquisadores/as para o III Copene Sudeste, evento que ocorrerá de 24 a 26 de setembro de 2019 no Campus de Goiabeiras – Alaor de Queiroz Araújo, na cidade de Vitória-ES.

 

Os desgastes políticos, a perda de direitos e a morte da população negra são grandes motivadores para afirmarmos a pauta negra. Nesse sentido, o III Copene Sudeste tem como objetivo fomentar a produção científica, política e cultural dos associados da ABPN e demais participantes, sobretudo com o intuito de discutir como produzimos vida e resistência com a temática: “Vidas negras importam: afirmação de direitos das populações negras e indígenas e fortalecimento da luta antirracista”.

 

Fique atento às chamadas para participação no evento e compareça! O momento histórico, político e social pelo qual o país está passando nos impele a discutir, sobretudo no plano das ideias, assim como afirmar os direitos das populações negras e indígenas do Brasil.

 

O III Copene Centro-Oeste 2017, que acontecerá entre os dias 04, 05 e 06 de setembro, na cidade de Campo Grande, MS, tem como tema: Presença Negra no Centro-Oeste - inserção no mundo do conhecimento e do trabalho. Portanto, trata-se de um congresso de caráter científico com ênfase e tradição em temas ligados ao combate ao racismo, promoção de diversidade e inclusão socioeconômica da população negra e minorias. Nesta edição do congresso, em 2017, faremos, pela primeira vez, um grande esforço para mobilizar os profissionais da Educação Básica, professores e estudantes, por meio de parcerias com as secretarias de estado de educação.

A ABPN (Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as) tem a satisfação de convidar a comunidade de pesquisadores, ativistas, professores do ensino básico e demais interessados para o IV Copene Centro-Oeste. O evento ocorrerá entre os dias 11 e 14 de setembro de 2019 na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, MS.

 

Com a temática: “Ecologia de saberes: lutas e resistências descoloniais no Centro-Sul da América do Sul” – o evento tem como objetivo debater e refletir acerca de afirmações sociais, culturais, políticas e epistêmicas dos povos historicamente silenciados pela modernidade colonial, principalmente os negros e negras, que têm em sua trajetória histórica o sequestro de seus familiares da África - , os quais muitos deles foram levados para a América, e que atualmente estão presentes no Centro-Sul. Ainda, além de outras vertentes de estudo, abre-se as discussões para os povos originários latino-americanos.

 

Assim sendo, os diversos saberes que envolvem as questões da negritude nos limites citados terão espaços garantidos nas discussões propostas para a realização do IV Copene Centro-Oeste. Este evento reunirá professores/as, pesquisadores/as e estudantes das mais diversas instituições acadêmicas de todas as regiões do Brasil, pessoas interessadas na temática, ativistas, além de possíveis convidados estrangeiros.

 
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