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UENF lança edital de pós-graduação com cotas

 

A Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) disponibilizou no dia 10 de novembro deste ano, no site da Pró-Reitoria, o Edital de Seleção para Pós-Graduação 2015. O documento contempla as reservas de vagas estabelecidas pela Lei Estadual 6.914/2014. As inscrições ficam abertas até dia 9 de janeiro de 2015. A Universidade fica na cidade de Campos dos Goytacazes no estado do Rio de Janeiro. 

O edital inclui 13 programas de pós-graduação: Biociências e Biotecnologia, Ciência Animal, Ciências Naturais, Cognição e Linguagem, Ecologia e Recursos Naturais, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia de Reservatório e de Exploração, Engenharia e Ciência dos Materiais, Genética e Melhoramento de Plantas, Políticas Sociais, Produção Vegetal e Sociologia Política.

A documentação para inscrição, independentemente de cotas, é: requerimento de inscrição (modelo próprio); cópia do diploma de curso superior com duração plena ou documento equivalente; cópia do diploma de mestrado ou documento equivalente, para os candidatos ao doutorado; histórico escolar do curso superior; histórico escolar do mestrado, para os candidatos ao doutorado; curriculum vitae documentado; três cartas de referência (modelo próprio) subscritas por pessoas ligadas à formação universitária do candidato ou às suas atividades profissionais (encaminhamento à Coordenação do respectivo programa); duas fotos 3x4; cópia da carteira de identidade e do CPF; e comprovante de pagamento da taxa de inscrição de R$ 50,00 em qualquer agência Bradesco, conta Nº 302-6, Agência 6898-5, em nome da Universidade.

 Não serão aceitos depósitos em caixa eletrônico. Os modelos  de formulário de inscrição e de carta de referência podem ser baixados no site da Secretaria Acadêmica da UENF. A documentação específica para cotas está descrita no edital, observando o Anexo I. Das vagas disponíveis 12% delas são para graduados negros e indígenas. 

Mais informações no site http://www.uenf.br/ 

Júlia Bernardi, com informações da UENF

ABPN reeleita ao CNPIR - Biênio 2014-2016

A ABPN foi reeleita nos dias 13 e 14 de novembro a compor o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial – CNPIR (Biênio 2014-2016), função que exerce desde a criação do Conselho em 2012. Das 19 (dezenove) vagas do CNPIR destinadas a redes e organizações da sociedade civil habilitadas conforme o item 3.4 do Edital nº 04/2014, 3 (três) vagas destinam-se ao eixo População Negra, Temáticas - Comunicação, educação, pesquisa, meio ambiente ou saúde, na qual a ABPN se inscreveu e obteve resultado positivo na eleição.

Presidido pelo(a) ministro(a) da Secretaria de Políticas de de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR-PR), o Conselho Nacional de Políticas de Igualdade Racial (CNPIR) é um órgão colegiado, de caráter consultivo e integrante da estrutura básica da SEPPIR. O órgão tem como finalidade propor, em âmbito nacional, políticas de promoção da Igualdade Racial com ênfase na população negra e outros segmentos raciais e étnicos da população brasileira. Além do combate ao racismo, o CNPIR tem por missão propor alternativas para a superação das desigualdades raciais, tanto do ponto de vista econômico quanto social, político e cultural, ampliando, assim, os processos de controle social sobre as referidas políticas.

O CNPIR é composto por 22 órgãos do Poder Público Federal, 19 entidades da sociedade civil, escolhidas através de edital público, e por três notáveis indicados pela SEPPIR.

Confira as demais organizações eleitas para o CNPIR.

Com informações de SEPPIR e CNPIR

Igualdade de gênero para as mulheres negras ainda parece sonho

Por Claudia Belfort no Ponte - Há um abismo a ser vencido pelas mulheres negras (pretas e pardas) quando se trata de igualdade de gênero no Brasil. Além das diferenças em relação aos homens, suas condições de vida quando comparadas às das brancas ainda estão longe de serem equivalentes. É uma dupla desigualdade.

Mesmo os avanços na realidade socioeconômica das brasileiras registrados entre 2000 e 2010, segundo dados do IBGE, especialmente na educação e na participação no mercado de trabalho, não foram suficientes para trazer a população feminina negra a patamares próximos das mulheres brancas.

Relatório Estatísticas de Gênero – Uma análise dos resultados do Censo Demográfico 2010, produzido pelo IBGE, divulgado recentemente, mostra que elas continuam atrás em renda, escolarização, qualidade do trabalho e saneamento. E as distâncias não são pequenas.

As negras são menos escolarizadas, 6,71% concluíram o ensino superior, enquanto entre as brancas o índice é de 17,7%. O rendimento mensal dessa parcela de brasileiras (R$ 726,85) equivale à metade do das brancas (R$ 1396,32) e a 1/3 do dos homens brancos (R$ 2086,41). A situação se inverte quando se trata de contribuição em relação ao rendimento familiar. As negras entram com 42% contra 39,7% das brancas.

A qualidade do trabalho também é distante, elas são maioria entre as empregadas domésticas, entre as que trabalham sem carteira assinada e minoria entre as empregadoras.

Os dados coincidem com uma pesquisa da professora Maria Rosa Lombardi, da Fundação Carlos Chagas, apresentada no Seminário Gênero, Raça e Pobreza, realizado pela FGV Direito, em São Paulo, na semana passada.

“As mulheres negras estão na base da pirâmide de rendimento nos setores formal e informal afirmou. “O homem negro sofre a discriminação por raça, a mulher sofre por raça e gênero”, completou. Lombardi diz que enquanto a mulher branca precisa provar que é melhor que os homens, a mulher negra antes precisa provar que é melhor que a branca.

Não bastasse tudo isso, enquanto nas áreas urbanas 32,6 milhões de brancas têm acesso a um saneamento básico adequado, esse serviço chega a 24,6 milhões das mulheres negras.

Fonte: Geledés

SEPPIR e PNUD selecionam consultoria em mapeamento de comunidades de matriz africana do Rio de Janeiro e do Rio Branco


Estão abertas, até 20 de novembro, as inscrições para interessados(as) em atuar na consultoria especializada em “Mapeamentos Socioeconômicos e Culturais de Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana”, a serem realizados no Estado do Rio de Janeiro e no município de Rio Branco (AC). Currículos devem ser encaminhados para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. , conforme Termo de Referência.
O edital é promovido pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República – SEPPIR/PR, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, no âmbito do “Projeto BRA/13/020 - Apoio ao desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades negras tradicionais”.

É desejável que o(a) candidato(a) possua pós-graduação stricto sensu, na área de Ciências Humanas ou Ciências Sociais Aplicadas, com diploma emitido por instituição de ensino reconhecida pelo MEC ; experiência comprovada de participação em pelo menos uma pesquisa de campo realizada com grupos tradicionais de matriz africana; e em pelo menos um projeto de identificação, mapeamento ou pesquisa socioeconômica e/ou cultural.

Complementam a lista de requisitos desejados a produção acadêmica no campo de monitoramento e avaliação de políticas públicas, na área de cultura e/ou educação afro-brasileira, promoção da igualdade racial, e políticas públicas direcionadas a povos e comunidades tradicionais; vinculação a Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, atestada por meio de carta assinada por liderança tradicional; além de disponibilidade para viagens.
 
Coordenação de Comunicação da SEPPIR

Mestrado em Relações Etnicorraciais (CEFET-RJ) é contemplado com Prêmio João Cândido 2014

O Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Relações Etnicorraciais, do Centro Federal de Educação Tecnológica, CEFET RJ, foi contemplado com o prêmio João Cândido - 2014, concedido pela Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Grupo Hospitalar Conceição, na categoria educação. O prêmio é concedido a pessoas e entidades que promovem ações de valorização dos afro-brasileiros.
O programa, que é coordenado pela prof. Nara Maria Carlos de Santana, agradece ao prof. Carlos Henrique Martins pela iniciativa de inscrever o mestrado e a todos os docentes e discentes do curso pelo envolvimento e trabalho. A coordenação do programa aproveita para agradecer o apoio da Direção Geral e da Direção de Pesquisa e Pós-Graduação deste CEFET.

Informações do NEAB-CEFET e da Coordenação de Pós-Graduação

 

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