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Prorrogada até 30 de outubro a inscrição para o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento

A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI), do Ministério da Educação, e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES publicaram na última quinta-feira (18), através do Diário Oficial da União, a ampliação do prazo para as inscrições para as bolsas de doutorado e graduação sanduíche no exterior do Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas, exclusivamente, até o dia 30 de outubro de 2014, pela internet, no endereço INSCRIÇÕES ONLINE. Deve ser preenchido o formulário de inscrição e enviados os documentos eletrônicos, dentro dos prazos estabelecidos no calendário do EDITAL já prorrogado. Mais informações pela Página do programa ou no endereço da Capes.

Maiores Informações: http://abdiasnascimento.mec.gov.br/editais.php

 

Retrato do Brasil pós-racial

Por Cidinha da Silva* - Estranho país era aquele! Havia um rei eleito pelo esporte mais popular do reino que não defendia seu povo. Ao contrário, quando um membro do povo era atacado, estranhamente, ele argumentava com olhos marejados, que ataques deveriam ser ignorados. Falar dos problemas e exigir justiça não traria nada de bom, apenas amplificaria os problemas e os tornaria mais insuportáveis. Bom mesmo era silenciar e seguir como burro de cabeça baixa e olhos vendados.

Naquele país, técnico de futebol chamava a não-aceitação do racismo institucional nas arquibancadas dos jogos de “esparrela” e “armação” do jogador agredido. Denunciante virava algoz e era perseguido pela imprensa. Denunciada tornava-se celebridade com direito a participação em programas de auditório com cabelo repaginado, acolhimento dos profissionais do entretenimento televisivo e bastante tempo para explicar e justificar seu crime, além de conquistar simpatia e cumplicidade do público ávido para inocentá-la e para deixar as coisas como sempre foram. Estudava-se um convite para que a jovem denunciada por atos racistas colaborasse no roteiro de novos episódios da série televisiva “As negras como as vemos.”

Naquelas terras de pretos, durante o passado escravista, uns poucos brancos protegiam os negros rebelados, algumas vezes por compromisso com o humano, noutras por interesses econômicos. Agora os tempos eram outros. Os negros herdeiros dos negreiros, posicionados em universidades e outros lugares sociais de destaque miravam os fatos midiáticos com o objetivo de projetar seus negócios, de enraizá-los no seio da elite, de fazer reverberar a marca da comercialização do ensino em corações e mentes.

Assim, na contramão da história escrita pelos vencidos, os herdeiros do imaginário negreiro aliavam-se aos herdeiros dos vencedores do passado, cuidando da retaguarda enquanto os generais se recompunham e se armavam. Triste país, aquele.
* * * * * * *

escritora, Cidinha da Silva mantém a coluna semanal Dublê de Ogum. Ilustração: Djanira da Mota e Silva, sem título, 1959. Óleo/tela. Foto: Pedro Oswaldo Cruz

Leia a matéria completa em: Retrato do Brasil pós-racial - Portal Geledés
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Fonte: Geledés

Pesar pela morte da professora Fúlvia Rosemberg

A Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as lamenta profundamente a morte da profa. Dra. Fúlvia Rosemberg, psicóloga e escritora,  importante pesquisadora engajada nos debates sobre ações afirmativas e em educação infantil. Pesquisadora sênior da Fundação Carlos Chagas (FCC) e professora titular em Psicologia Social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ela também foi coordenadora do Programa Internacional de Bolsas de Pós-Graduação da Fundação Ford no Brasil.

Estava no âmbito das ações afirmativas o maior foco de atuação da professora, que iniciou seu trabalho voltado para questões da infância e da literatura infanto-juvenil — é uma crítica do sexismo nas obras do gênero e não poupa o trabalho de Monteiro Lobato. “Expressões como ‘macaca’, que ele usava nos textos para se referir a Tia Nastácia, por exemplo, não seriam jamais aceitas hoje em dia.” Prática social e militância pelas políticas afirmativas, pela igualdade racial, pelas pautas feministas constituíam temas de destaque na atuação da professora.

 

 

Profa. Dra. Nilma Gomes compõe quadro de novos membros do Conselho Nacional de Educação

Os novos membros do Conselho Nacional de Educação (CNE) foram designados em 11 de setembro de 2014 por meio de um decreto da Presidência da República publicado no Diário Oficial da União (DOU). O CNE é um órgão independente associado ao Ministério da Educação (MEC) e tem, como missão, aprimorar e consolidar a Educação nacional de qualidade, assegurando a participação da sociedade.

O decreto reconduz para o cargo de membro da Câmara de Educação Básica (CEB) as seguintes conselheiras: Malvina Tânia Tuttman, ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e ex-reitora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio); Nilma Lino Gomes, pedagoga e reitora pro tempore da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), e Rita Gomes do Nascimento, coordenadora geral da Educação Escolar Indígena na Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC.

Na Câmara de Educação Superior (CES), foram reconduzidos Gilberto Gonçalves Garcia, ex-reitor da Universidade São Francisco (USF), e Arthur Roquete de Macedo, ex-vice-reitor da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Entre os novos nomes que foram designados (ou seja, de pessoas que estavam fora do conselho atualmente), está o de Cesar Callegari na CEB. Callegari é ex-membro do CNE e atual secretário de Educação da cidade de São Paulo.
Na CES ingressaram Paulo Barone, também ex-membro do CNE e professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); Joaquim José Soares Neto, ex-presidente do Inep e professor da (UnB); Márcia Ângela da Silva Aguiar, pedagoga e professora titular da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e Yugo Okida, vice-reitor de pós-graduação e pesquisa da Universidade Paulista (Unip).

Nas duas câmaras, os mandatos são de quatro anos. Com a sua composição completa, o CNE pode se reunir a partir do próximo mês.

Para ler o decreto completo, clique aqui.

Para entender como funciona o CNE, clique aqui.

Fonte: MEC

Chamada - Saúde da População Negra no Brasil

A presente Chamada tem por objetivo geral selecionar propostas para apoio financeiro a projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação que visem a contribuir significativamente para o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação do país, através da realização de estudos de avaliação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, visando à produção de conhecimentos para o aperfeiçoamento e a efetiva implementação de ações de promoção da saúde da população negra no Brasil, excelência dos serviços de atenção básica, de média e alta complexidade no âmbito do Sistema Único de Saúde.

As propostas devem observar as condições específicas estabelecidas na parte II - Regulamento, anexa a esta chamada pública, que determina os requisitos relativos ao proponente, cronograma, recursos financeiros a serem aplicados nas propostas aprovadas, origem dos recursos, itens financiáveis, prazo para execução dos projetos, critérios de elegibilidade, critérios e parâmetros objetivos de julgamento e demais informações necessárias.

Inscrições: 25/08/2014 a 09/10/2014.
Maiores informações em: CNPQ

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