NEAB/UDESC
De Neabs
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Instituição
Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC
Centro de Ciências Humanas e da Educação - FAED
Coordenação
Prof. Drª. Claudia Mortari Malavota
contatos e localização
Avenida Madre Benvenuta, 2007. Itacorubi
Florianópolis, SC.
CEP: 88035-001
Tel 48-33218525/ Fax: 48-3321 8532
Equipe e contatos
Bolsistas Amanda Francielly da Silva Ana Júlia Pacheco Camila Evaristo da Silva Beatriz Pereira da Silva Graziela dos Santos Lima João Vitor R. dal Maso. Juliana de Souza Krauss Libia P. de Haro Mariana Schlickmann Luciana P. B. Silva Priscila Catarina Hoffmann Mônica Dias Vieira Priscila Cristina Freitas Vanusa Ribeiro da Graça
Pesquisadoras/es Profª. Drª. Claudia Mortari Malavota Prof. Dr. Paulino de Jesus Francisco Profª Vera Márcia Marques Santos Profª. Francielly Rocha Dossin Profª. Msc. Neli Góes Ribeiro Prof. Angelo R. Belissimo Prof. Msc. Willian Robson Soares Lucindo Profª. Virginia F. Boff Profª. Karla Leandro Raske Profª. Cristiane Mare da Silva Profª. Maristela dos Santos Simão Profª. Gisele Palma
Áreas de atuação
Multiculturalismo, Estudos Africanos e da Diáspora, Educação
Ações e projetos em desenvolvimento
Experiências das populações de origem africana em Santa Catarina no pós-abolição: culturas políticas e sociabilidades
O projeto de pesquisa Experiências das populações de origem africana em Santa Catarina no pós-abolição: culturas políticas e sociabilidades tem como principal objetivo apreender aspectos das experiências das populações de origem africana em Santa Catarina no séc. XX. Tal estudo se situa nos termos de um combate pela memória, um engajamento no esforço para retirar das garras do esquecimento ideológico as marcas da presença africana. Anos de investigação, nos empurram para uma atualização do campo de pesquisa a ser investigado e uma adequação aos problemas do tempo presente. Neste sentido, dois novos eixos de investigação se fazem necessárias e urgentes: compreender a disseminação pela grande Florianópolis, desde os anos 1970, de Congás de Umbanda e Terreiros de Candomblé e apreender aspectos das experiências de comunidades negras rurais, atualmente denominadas Comunidades Quilombolas, particularmente, a localizada no Morro do Boi, Balneário Camboriú, SC. Estes dois eixos, focados na história do tempo presente compõe atualmente a pesquisa.
Diversidade cultural, africanidades e acervos em escolas públicas de Santa Catarina: Um estudo sobre processo de implementação da Lei Federal Nº1 10639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas redes oficiais de educação.
Como desdobramento do referido programa e avaliação dos seus impactos no quotidiano escolar, pretende-se no presente projeto, através do estudo dos acervos escolares, realizar uma pesquisa em 11 escolas de ensino básico de Santa Catarina, com aplicação de 144 questionários para aferir o processo de implementação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de nº 9.394/96, modificado pela Lei Federal 10.639/03, bem como, sua regulamentação pelo parecer CNE/Cp 003/04 e Resolução do Conselho Nacional de Educação CNE 001/04 que estabelece a obrigatoriedade da Educação para Relações Étnico-Raciais e Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas redes oficiais de educação do país. Buscar-se-á inclusive, efetivar um levantamento de experiências exitosas de diversidade cultural e acervos desenvolvidos em instituições escolares do país que deverão ser socializados, juntamente com os resultados da pesquisa em Seminário Estadual, assim como, por meio de uma publicação.
Homens e mulheres de cor e de qualidade. Um estudo acerca da construção de identidades/identificações das populações de origem africana em Desterro/Florianópolis, 1870/1910.
Este projeto de pesquisa objetiva mapear as configurações de identidades/identificações das populações de origem africana, no período compreendido entre os anos de 1870 a 1910, através da análise das relações de vínculos familiares e de trabalho visando perceber que estas passam por um processo constante de construção e reinvenção a partir das transformações ocorridas no contexto e das relações estabelecidas entre os próprios sujeitos históricos. As fontes de pesquisa se constituem de processos de inventários post morten, testamentos, tutorias, criminais, registros de batismo e de casamentos e fundos cartoriais. O trabalho será realizado a partir da análise e problematização de fontes diversas aliando análises quantitativas e qualitativas dos dados e das informações coletadas para a pesquisa. Nossas inquietações surgiram a partir da experiência da prática de ensino de História da África e das populações de origem africana na Diáspora, em turmas de graduação em História, quando constatou-se que um dos desafios enfrentado na discussão e no ensino da temática consiste em romper com uma visão racializada e essencializada desta população. Assim, ao invés de perceber esses sujeitos como um bloco monolítico (negro e escravo) é preciso problematizar a existência de homens e de mulheres, portadores de diversas identidades/identificações, africanos e afrodescendentes, escravos, forros, livres, que em sua vida cotidiana elaboraram inúmeras alternativas de sobrevivência, de luta por autonomia, liberdade e emancipação.
Biblioteca de Referência NEAB/UDESC
Disseminando a história e cultura das populações de origem africana. Este projeto objetiva através da Biblioteca de Referência do Núcleo de Estudos Afro Brasileiro – NEAB, da Universidade do Estado de Santa Catarina, implementar meios para disseminar informações acerca de aspectos culturais, sócio-econômicos, educacionais dos afrodescendentes no Estado e, neste sentido, possibilitar o acesso de pesquisadores(as), acadêmicos(as), professores(as), gestores(as) públicos(as) dentre outros interessados na temática. Para atender a demanda e disponibilizar informações para os(as) usuários(as), a Biblioteca de Referência do NEAB/UDESC realiza diversas ações periodicamente: atualizações dos catálogos de fontes bibliográficas das principais bibliotecas universitárias de Santa Catarina; sistematização de documentos pesquisados, coletados e transcritos de diferentes acervos históricos do Estado; seleção e aquisição de novas obras e materiais para a Biblioteca seguindo a política de desenvolvimento de coleções; reorganização periódica do acervo da Biblioteca; organização das pastas de textos a partir da temática africana e afro-brasileira; disponibilização de informações referentes as ações da biblioteca através do Portal Multiculturalismo.
Centro de Memória e História das Populações de Origem Africana em Santa Catarina
O Centro de Memória e História das Populações de Origem Africana em Santa Catarina visa produzir e compartilhar informações sobre as populações de origem africana em Santa Catarina, de modo a contribuir para a criação de uma cultura de paz e respeito à diversidade étnico-cultural no estado. Com o apoio de órgãos públicos vinculados à temática, esta atividade de extensão pretende proporcionar uma aproximação entre pesquisadores, estudiosos, militantes anti-racistas e estudantes, através do uso de tecnologias de informação como instrumento de entre as diversas entidades interessadas na temática. Este projeto de extensão visa localizar, digitalizar e disponibilizar em linguagem digital, produções bibliográficas, visuais e documentais acerca das populações de origem africana do estado disponibilizadas através do site www.faed.udesc.br/multiculturalismo e da Biblioteca de Referência do NEAB/UDESC.
Suporte as políticas públicas de implementação da Lei Federal 10.639/03 em Santa Catarina
Este projeto, tem por finalidade oferecer suporte técnico e pedagógico aos/as gestores/as públicos responsáveis pela implementação da Lei Federal n° 10639/03 em âmbito local, estadual e regional. Através de acordos de cooperação o projeto, contribui para a constituição de programas de educação nas redes públicas de ensino visando à diversidade étnicorracial. Entre as ações do projeto se encontram diversas oficinas referentes a temática que são dadas para alunos e na formação de professores. São oferecidas oficinas de: abayomis, religiosidade de matriz africana, máscaras africanas, baú de histórias, geografia africana, tranças. Outra ação muito importante neste projeto é Coleção África-Brasil, que publica livros que são frutos de trabalhos realizados em alguns municípios de Santa Catarina e de pesquisas acadêmicas na área de Diversidade, Relações Étnicorraciais e Estudos Africanos e da Diáspora, financiada por diferentes projetos e que é coordenada pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros. A Coleção África-Brasil já possui mais de 15 livros publicados.
História da África e das Populações de Origem Africana na Diáspora
Este projeto busca a formação de professores e professoras nos conteúdos relativos a História da África e das Populações de Origem Africana na Diáspora afim de contribuir para a implementação dos princípios e fundamentos contidos na Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. O projeto constitui-se em uma ação de extensão universitária que possibilita o estreitamento da relação entre a universidade e a Educação Básica, pois visa através da formação de professores(as) da rede pública por meio de materiais pedagógicos e do oferecimento de um curso semi-presencial que compreende parte teórica e prática, compartilhar o que tem sido estudado e discutido no âmbito da academia, na disciplina de História da África e do Projeto de Ensino Estudos Africanos e da Diáspora, do curso de graduação em História. O objetivo é contribuir para a formação continuada de um profissional que ao conhecer aspectos da história africana e das populações de origem africana na diáspora e, portanto, as relações históricas e indissociáveis entre a África e o Brasil, observe, reconheça e conviva com a diversidade, que exercite e lute pelo direito de cidadania, de solidariedade e de respeito para com todas as referências culturais de africanos e seus descendentes na sociedade atual. Essa perspectiva baseia-se no fato de que a extensão universitária tem como princípio a relação com a sociedade, no sentido do compromisso social da mesma, enquanto instituição pública, com a superação das atuais condições de desigualdade e exclusão, em acordo com as políticas públicas.
Educações das Relações Étnicorraciais
O Projeto Educação das Relações Étnicorraciais, tem como meta geral a elaboração de material didático-pedagógico capaz de contribuir com a implementação dos princípios e fundamentos contidos nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. A metodologia a ser desenvolvida encontra-se centrada na oferta de oficinas, mini cursos, debates e diálogos com educadores e educandos das redes de ensino e movimentos sociais; elaboração de cartazes e materiais gráficos e, textos, propostas de atuação (jogos e fichas de estudo). Pretende-se nesse sentido, a utilização de metodologias participativas envolvendo os sujeitos do processo na reflexão sobre a realidade e na produção de subsídios para sua transformação. Aspira-se a elaboração de conhecimento sobre os/as africanos/as e Afro- Brasileiros/as em Santa Catarina a partir da realização de oficinas pedagógicas envolvendo alunos/as, acadêmicos/as, professores/as e educadores/as sociais, considerando a história e a contribuição da população afrobrasileira como eixo do debate e da reflexão sobre uma proposta de Educação Multicultural. Com esta iniciativa, os/as acadêmicos/as e docentes da UDESC estarão atuando no sentido de apoiar a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, para a reflexão sobre o currículo e a implementação de novas ferramentas educativas mais adequadas a uma proposta de educação multicultural e participativa.
Projeto de Ensino: Estudos Africanos e da Diáspora
Estudos Africanos e da Diáspora consiste num projeto de ensino voltado para o estudo e a discussão da temática relativa ao ensino, a história e a historiografia africana que constituem no século XXI uma área de estudos transdisciplinar. Pensar, analisar, discutir aspectos relativos a temática possibilita a formação de um profissional que observe, reconheça e conviva com a diversidade, que exercite e lute pelo direito de cidadania, de solidariedade e de respeito para com todas as referências culturais de africanos e seus descendentes na sociedade atual. Trata-se de uma formação complementar e interdisciplinar. A proposta do projeto consiste, portanto, na formação de um grupo de estudo e discussão sobre a temática africana com a participação de acadêmicos(as) de diversos cursos da UDESC, previamente inscritos e a organização de Ciclo de Palestras, abertas a comunidade acadêmica, intitulado “África em Perspectiva”, que contará com a participação de professores/pesquisadores da temática, ampliando-se, com isso, o número de pessoas beneficiadas com o projeto. Concebendo a educação como um dos principais mecanismos de transformação de uma sociedade reafirma-se o papel da universidade, de forma democrática e comprometida com a promoção do ser humano na sua integralidade, de estimular a formação de profissionais portadores de conhecimentos, valores, hábitos e comportamentos que respeitem as diversidades e as características próprias de diversos grupos. Nessa perspectiva, se abre caminhos para a ampliação da cidadania contribuindo para a construção de uma sociedade mais igualitária, equânime e solidária, respeitadora das diversidades. Portanto, o presente projeto visa diretamente a melhoria qualitativa do ensino de graduação.
III Seminário Internacional Áfricas: Historiografia Africana e Ensino de História
O Seminário Áfricas: Historiografia Africana e Ensino de História, foi realizado pela primeira vez em 2009, em duas sedes Salvador (UNEB) e Florianópolis (UDESC) organizado por quatro instituições, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e Casa das Áfricas, e teve cerca de quinhentas (500) inscrições, das diversas regiões do Brasil e algumas de países africanos de língua portuguesa. Tem como público alvo, profissionais da educação, em especial professores e professoras de história do ensino fundamental, médio e superior das redes públicas e particulares, professores universitários, estudantes de Pós-Graduação, estudantes de graduação em história e em outras áreas da educação, das ciências sociais e humanas, estudantes africanos residentes no Brasil, pesquisadores/as e membro de organismos não Governamentais, outros grupos interessados na temática. A proposta deste projeto tem por objetivo a realização do III Seminário Áfricas: historiografia africana e ensino de história, que mais uma vez reunirá pesquisadores africanos e brasileiros, que discutirão o ensino de África e historiografia africana, dando continuidade aos debates dos primeiro e segundo seminários, realizados em 2009 e 2010, respectivamente. Desde a promulgação da Lei Federal 10.639 de 09 de Janeiro de 2003, diversas pesquisas e cursos de formação e capacitação sobre o continente africano foram realizados em diversas áreas da educação brasileira, tornando necessário relacionar essas práticas com a produção feita fora do nosso país, sobretudo, em África. Deste modo, o III Seminário Áfricas, assim como seus eventos anteriores, possibilita explorar os desafios e as novas perspectivas em pesquisar as sociedades e culturas africanas e sua relevância nos valores civilizatórios, sociais e culturais da humanidade, na medida pesquisadores de diversas partes do mundo poderão compartilhar suas experiências de pesquisas, como a variedade de tempos históricos, a historicidade do continente africano, além das abordagens, dos objetos, das metodologias e fontes. Um segundo aspecto relevante do evento, diz respeito a uma mudança de perspectiva no âmbito do intercambio e modalidade acadêmica. De um modo geral, o diálogo universitário com instituições estrangeiras na área de humanas tende a priorizar uma relação com os países da Europa e da América do Norte, com foco na qualificação de recursos humanos. Coerente com a política de Relações Internacionais do país, entendemos como fundamental ampliar a prática da cooperação internacional de modo a contemplar os países emergentes e a interlocução de saberes produzidos nas instituições de ensino superior, de modo a fortalecer núcleos e grupos de pesquisa e a constituição de epistemologias pós-coloniais e adequadas as nossas experiências. Daí a importância de se colocar frente a frente pesquisadores e intelectuais africanos e afrodiapóricos, em parceria com colegas de outras partes do mundo, para dar visibilidade e avaliar a produção acadêmica, identificar limites, desafios e possibilidades de investigação que contribuam para a melhoria da qualidade de vida e da cidadania cultural de nossas populações.
Coleção África-Brasil
A coleção possui até o momento 14 livros publicados referentes à temática da cultura africana e afro-brasileira e mais sete livros serão publicados em 2011. Os livros são:
1. CARDOSO, Paulino de Jesus Francisco. Negros em Desterro: experiências das populações de origem africana em Florianópolis na segunda metade do século XIX. Itajaí: UDESC; Casa Aberta, 2008. Itajaí: UDESC; Casa Aberta, 2008.
2. SILVA, José Bento Rosa da. A Itajahy do século XIX: História, poder e cotidiano. Itajaí: UDESC; Casa Aberta, 2008.
3. SIMÃO, Maristela dos Santos. Lá vem o dia, lá vem a Virgem Maria. Agora e na hora de nossa morte. A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, em Desterro (1860 – 1880).
4. MATOS, Miriam de Cássia do Carmo Mascarenhas. A diversidade cultural presente nos estoques informacionais das escolas públicas de Santa Catarina: Um estudo sobre a implementação da Lei Federal nº 10.639/03. Itajaí: UDESC; Casa Aberta, 2008.
5. STAKONSKI, Michelle Maria. Da sacristia ao consistório: tensões da romanização no caso da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos – Desterro/Florianópolis (1880 – 1910). Itajaí: UDESC; Casa Aberta, 2008.
6. BILÉSSIMO, Angelo Renato. Entre a praça e o porto: grandes fortunas nos inventários post mortem em Desterro (1860 – 1880). Itajaí: UDESC; Casa Aberta, 2008.
7. AMARAL, Tamelusa Ceccato do. As “Camélias” de Desterro: A campanha Abolicionista e a Prática de Alforriar Cativos (1870-1888). Itajaí: UDESC; Casa Aberta, 2008.
8. DAUWE, Fabiano. Estratégias Institucionais de Liberdade: Um estudo acerca do Fundo de Emancipação dos Escravos em Nossa Senhora do Desterro 1872-1888. Itajaí: UDESC; Casa Aberta, 2008.
9. RIBEIRO, Neli Goes; CUSTÓDIO, Leandra Vicente. Estudo sobre a escolarização do negro em Santa Catarina: Municípios de Itajaí, Lages, Criciúma e Florianópolis. Itajaí: UDESC; Casa Aberta, 2008
10. CUSTÓDIO, Leandra Vicente. As populações de origem africana no livro didático: O caso do ensino de Geografia em Florianópolis (2003-2008). Itajaí: UDESC; Casa Aberta, 2008.
11. LIMA, Iolanda Manoel; LIMA, Adiles [ET. AL.] (org). Caderno história das populações afro-brasileiras em Criciúma. Itajaí: Casa Aberta, 2008.
12. CARDOSO, Paulino de Jesus Francisco. (org.). Multiculturalismo e Educação: Experiências de implementação da Lei Federal 10.639/03 em Santa Catarina. Itajaí: Casa Aberta, 2008.
13. CARVALHO, Andréa Aparecida de Moraes Cândido de. Negros em Lages: Memória e experiência de afrodescendentes no planalto serrano (1960-1970). Itajaí: Casa Aberta, 2008.
14. LUCINDO, Willian Robson Soares. Educação no pós-abolição: um estudos sobre as propostas educacionais de afrodescendentes (São Paulo/1918-1931). Florianópolis: NEAB; Itajaí: Editora Casa Aberta, 2010.
Coordenações Anteriores
Prof. Dr. Paulino de Jesus Francisco Cardoso – professor do Departamento de História da FAED/UDESC
Profª Dra. Jimena Furlani - professora do Departamento de Pedagogia da FAED/UDESC
Profª. Msc. Neli Ribeiro Góes – professora do Departamento de Pedagogia da FAED/UDESC
Históricos de ações desenvolvidas
Negros Invisíveis: Um estudo sobre a Comunidade Quilombola do Morro do Boi, Balneário Camboriú, SC
No presente projeto de pesquisa, buscamos abrir uma nova frente de investigação. Nele procuramos apreender aspectos das experiências de comunidades negras rurais, atualmente denominadas Comunidades Quilombolas, particularmente, a localizada no Morro do Boi, Balneário Camboriú, SC. Nossa proposta é parte um esforço de diferentes pessoas e instituições para quebrar a invisibilidade desses moradores afrodescendentes, contribuindo para sua integração a comunidade envolvente, logo acesso aos direitos civis básicos, particularmente a regulamentação e reconhecimento do território onde vivem. Devemos mapear a documentação arquivística da cidade e região existentes em órgãos governamentais, organizações religiosas e no cartório local. Após, com auxílio do Programa de Extensão Memorial Antonieta de Barros, organizaremos acervos particulares, a digitalização de fotografias e outros materiais que colaborarão na produção de entrevistas com membros mais antigos. Embora se remeta e se legitime pela alusão ao passado – a lutas de africanos e seus descendentes pela liberdade – as comunidades remanescentes de quilombos constituem um tema do tempo presente, eco da ação dos movimentos anti-racistas por políticas de ação afirmativa, promoção de igualdade e respeito à diversidade cultural. Este projeto nos proporcionará a possibilidade de refletirmos sobre a politização/mobilização da memória e da história nas lutas dos pobres e miseráveis deste país.
Formando Educadores/as Multiculturais
O Projeto Formando Educadores Multiculturais, integrante do Programa Diversidade Étnica na Educação, tem como meta geral preparar educadores/as para a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnicorraciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. O projeto constitui-se em uma ação de extensão universitária de formação para a implementação da Lei 10639/03. Estaremos voltando nossa ação na organização de um curso de extensão voltado para atender a demanda específica dos integrantes de Movimentos Sociais, Conselheiros Municipais e participantes das organizações religiosas de Matriz Africana. O curso terá a duração de 60 horas, será executado na modalidade semipresenciais sendo quinze horas na plataforma Moodle e quarenta e cinco horas na forma de oficinas voltadas para o desenvolvimento de estratégias específicas de atuação contextualizada. Os participantes que não dominarem o uso da internet receberão orientações e monitoramento para acompanhar as atividades . Dessa forma estaremos oportunizando aos participantes acesso a essa modalidade e atividades de inclusão digital. Pretende-se nesse sentido a utilização de metodologias participativas envolvendo os/as educadores/as das redes de ensino formal e informal em um processo de reflexão sobre os pressupostos do multiculturalismo e de uma pedagogia multicultural.
Para Contar (escrever) Outras Histórias
O universo com o qual se pretende interagir com esse projeto é o da mulher negra que supera suas angústias canalizando sua energia e criatividade para a confecção de peças artísticas. Valorizando o ato de reaproveitar pequenos retalhos com eles construindo peças artesanais. Pesquisando novos materiais que possam ser utilizados na criação e recriação de objetos buscam sua capacidade de criação e recriação de suas vidas. Buscamos também a mulher que expressa religiosidade no encontro com seus ancestrais, com o colorido das suas guias, com a beleza das saias rodadas e paramentos coloridos de seus orixás, a melodia dos pontos cantados e do som dos atabaques. A busca pela mulher que nos meses que antecedem o carnaval encontram na organização do bloco carnavalesco e escola de samba no momento de expressão de seus sonhos através da confecção das fantasias e do desfile na avenida. Pretende-se ainda, o envolvimento com jovens e adultos afro-descendentes, na qual a meta principal constitui-se em capacitá-los para inserção no mercado de trabalho, através da inclusão digital. Em cada uma das situações apontadas persistem elementos de constituição de sentido, formas de ser no mundo, subjetividades que se encontram, reencontram formando elos de solidariedade e convivência fraterna. O que pretendemos com esse projeto é ir ao encontro de pessoas, nesse caso específico mulheres que participam de projetos sociais e práticas religiosas de matriz africana. Buscar em seus relatos e depoimentos a motivação para a leitura e escrita em primeiro lugar do seu mundo, e, posteriormente realizar com elas a escrita e leitura da palavra. Temos ainda a possibilidade concreta de realizar o registro escrito, a biografia de um grupo até então impossibilitado de legar para a posteridade suas experiências de vida e realizações. O projeto constitui-se em uma experiência inovadora capaz de produzir elementos enriquecedores de experiências de vida e ainda a produção de publicação.
Curso de Formação de Educadoras/res para Kizomba - articulando aspectos pedagógicos, políticos e identitários na elaboração de oficinas étnico-raciais.
Este é um Curso de formação continuada que busca capacitar professoras/res e gestores que já se encontram nas Escolas Estaduais e Municiais sensibilizadas/os com a temática (igualdade étnico racial), contudo reticentes em implantar ações didáticas mais concretas e efetivas com crianças e jovens, por limitação de sua formação. As discussões e textos pretendem promover a articulação de quatro aspectos identitários (raça, etnia, gênero e sexualidade) considerados, hoje, estratégicos na análise das desigualdades e dos processos de exclusão social. Ampliando o importante trabalho já desenvolvido pelo NEAB / FAED / UDESC, nesses últimos cinco anos, este Curso avança no entendimento de multiculturalismo como um movimento contemporâneo que argumenta a favor de um currículo escolar e de uma formação continuada de educadores que sejam culturalmente inclusivos, incorporando para isso, necessariamente, categorias e discussões políticas oriundas de movimentos sociais e de produções intelectuais e acadêmicas nos campos dos estudos de raça e etnia, dos estudos de gênero e das sexualidades.
Memória e Experiência: Elementos de Formação na Capoeira Angola
Florianópolis vem se destacando no cenário nacional como importante pólo de produção de conhecimento sobre a temática capoeira . A investigação e prática da capoeira, em contextos formais e não-formais, apresentam-se como possibilidade concreta de promover a identidade e a cultura afro-brasileiras, face ao compromisso com ações afirmativas de igualdade racial. Em vista disto, este projeto visa à formação pedagógica e humana de acadêmicos e comunidade em geral, a integração destes, a promoção das culturas afro-brasileiras e, em particular, da capoeira, a construção de processos ampliados e participativos de reflexões coletivas e a pesquisa e prática dos movimentos e elementos ritualísticos do universo da capoeira angola. A partir da articulação entre conhecimento científico e os saberes oriundos das práticas com capoeira, O diagnóstico preliminar da situação da capoeira, no Estado de Santa Catarina, permite inferir a existência de cerca de 50 grupos de capoeira, dos quais 30 no Município de Florianópolis. No que se refere à capoeira em contexto escolar ela já está presente em escolas da rede pública e privada, sendo tratada a partir de diferentes abordagens. A partir da articulação entre conhecimento científico e os saberes oriundos das práticas com capoeira, esta iniciativa busca criar condições e necessidades de estudos neste campo. Esta proposta apresenta-se como um campo profícuo para a consolidação de políticas públicas, tendo amparo na Lei Nº 10.639, de 9.1.2003, que visa à inserção da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” nas escolas.
Ensino da Geografia na Construção de uma Educação Multicultural
A Geografia provavelmente uma das ciências mais abrangentes e conseqüentemente que mais sofre influência de outras ciências, ou seja, a mais controvertida, terá como meta utilizar suas ferramentas de trabalho, para de forma simplificada, trabalhar para a promoção da inclusão social e da cidadania para todos afro-descendentes ou não, visando o conhecimento destas populações, desde sua gênese na África na constituição territorial, espacial e econômica, como também no Brasil. Oportunizando esta discussão no meio educacional do estado de SC. Sendo a Geografia esta uma ciência que assumi grande importância nos estudos da formação do espaço social e territorial, pretendemos com este projeto utilizando técnicas do ensino de geografia, atingir a comunidade escolar, administradores, professores, especialista e outros envolvidos com a melhoria do sistema de ensino, da mesma forma trabalhar na elaboração, execução, avaliação dos planos institucionais pedagógicos. Pretendemos também trabalhar com a formação dos acadêmicos para a produção de um conhecimento necessário na constituição de um espaço democrático de produção e divulgação de conhecimentos, assumindo uma postura que visa a uma sociedade mais justa e igualitária.
Diálogos entre a infância dos educadores e os educadores de infância: histórias de vida que instituem práticas de formação
Este projeto é um convite aos educadores a revolver suas infâncias representada nos labirintos soterrados por suas memórias, aqueles sentidos de suas existências que ficaram obscurecidos, de alguma forma, por um passado de repressão e violência. Essa viagem pode nos revelar histórias e chaves de compreensão para as experiências que, na atualidade, parecem nos congelar ou nos esmaecer. Para tanto temos como propósito investigar como as categorias: da memória, da infância e da formação de educadores, podem ajudar a compreender como as experiências x história de vida de algumas infâncias (infância dos professores, infâncias na literatura, infâncias imaginadas) interferem na dinâmica afetiva e formativa dos educadores da infância. Saber se esse movimento poderia tornar a prática docente, mediada pela memória, um espaço de reflexão e crítica da infância e da educação para a infância. Questionar a idéia de infância nas diferentes relações que ela estabelece com as representações da criança na concepção dos adultos. Rever e reaver que significados se ocultam no discurso daqueles que já estiveram na condição de criança e que hoje são adultos, mas, que, não necessariamente, deixaram de permanecer na infância e com a infância: os educadores.
Introdução ao pensamento de Edgar Morin
Este projeto tem como propósito introduzir e oportunizar o debate, através de um curso sobre as idéias de um dos expoentes mais expressivos do pensamento mundial contemporâneo: Edgar Morin. Um intelectual que quer, deseja e provoca, sem trégua, o reencontro entre ciência e humanismo, entre a cultura científica e a cultura humanística. Um intelectual cujas idéias representam uma síntese aberta, mas ao mesmo tempo radical, a respeito do papel social e ético do conhecimento diante da 'agonia planetária' deste início de século. Como René Descartes, Edgar Morin pode ser considerado um divisor de águas na história do conhecimento. Se o Discurso sobre o Método de Descartes inaugurou, no século XVII, a chamada 'ciência moderna', o Método de Edgar Morin começa a construir uma ciência da complexidade.
Seminário Áfricas: Historiografia Africana e Ensino de História, que é realizado desde 2009, e que este ano terá sua terceira edição.
Seminário Relações Raciais e Multiculturalismo (SEREM), que é realizado desde 2006 e já se realizou em quatro edições.
Simpósio Temático na ANPUH/SC: GT de Estudos Africanos e da Diáspora.
