KÀWÉ/UESC

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Tabela de conteúdo

Instituição

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ – UESC

NÚCLEO DE ESTUDOS AFRO-BAIANOS REGIONAIS – KÀWÉ


Coordenação

Coordenação do Núcleo:

Ruy do Carmo Póvoas

Coordenação da Revista Kàwé:

Marialda Jovita Silveira

José Luiz de França Filho


contatos e localização

Rodovia Ilhéus-Itabuna, km 16, Saloubrinho, Ilhéus, BA

3.° Andar da Torre Administrativa

CEP: 45.662-900

http://www.uesc.br/nucleos/kawe/index.php

kawe@uesc.br

(73)36805157


Equipe e contatos

André Elvas Falcão Soares

Mestrando em Cultura e Turismo, UESC.

Linha de Pesquisa: Linguagem, tradição oral e representações. Projeto de extensão em fotografia.

Elis Cristina Fiamengue (UESC/DCIE)

Professora do Departamento de Ciências da Educação onde atua na área de cultura e currículo, em diferentes espaços sociais.

Doutora em Sociologia pela FCL/UNESP – Araraquara. Desenvolve projetos de pesquisa na interface Cultura, Educação e Meio Ambiente.

Linha de Pesquisa: Cultura, educação e africanidades.

Projeto de pesquisa: Vozes das Águas e da terra: tradição oral, imaginário e memória em comunidades de matriz africana no Sul da Bahia.

Jeanes Larchert (UESC/DCIE)

Pedagoga, professora assistente do Departamento de Educação da Universidade Estadual de Santa Cruz, experiência na área de Educação, com ênfase em Didática e formação de professor, doutoranda em Educação.

Linha de Pesquisa: Cultura, educação e africanidades.

Projeto de pesquisa: A centralidade da cultura no currículo escolar: identidade, resistência e memória.

Tese de doutorado em andamento: José Luiz de França Filho. Professor Assistente de Filosofia do Departamento do Filosofia e Ciências Humanas (UESC/DFCH). Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco, tendo estudado a filosofia fenomenológico-existencial de Maurice Merleau-Ponty. Atualmente leciona Introdução à Filosofia e Prática de Pesquisa em Filosofia.

Linha de Pesquisa: Estudos filosóficos e relações étnicas.

Projeto de pesquisa: Estudos filosóficos e relações étnicas.

Maria Consuelo Oliveira Santos

Licenciada em Letras e Filosofia, Mestrado em Educação, Mestrado em Antropologia. Integra o Grupo Salut i Antropologia, do Instituto Catalão de Antropologia. Colaboradora do Kàwé e também do Núcleo de Estudos do Envelhecimento. Doutoranda em Antropologia Médica e Saúde Internacional da Universidade Rovira i Virgili, Tarragona, Espanha.

Linha de Pesquisa: Religião, saúde e práticas sociais.

Tese de doutorado em andamento: O processo curativo em terreiro de candomblé do Sul da Bahia, Brasil.

Marialda Jovita Silveira (UESC/DLA)

Professora da UESC/ Departamento de Letras e Artes, onde atua nas áreas de Língua Portuguesa e Linguística Aplicada ao ensino de Língua Portuguesa. Mestre em Educação pela UFBA, possui diploma de Estudos Avançados em Linguística Aplicada e é doutoranda na mesma área pela Universidad de Alcalá de Henares, Madri, Espanha. Concentra as suas pesquisas nas áreas de africanidade, linguagem e educação e, atualmente, desenvolve estudos sobre a linguagem do silêncio, a tradição oral e os gêneros discursivos e textuais em comunidades de tradição religiosa afro-brasileira.

Linha de Pesquisa: Linguagem, tradição oral e representações.

Tese de doutorado (em andamento): O que (não)dizem os orixás: silêncios, segredos e mitos em uma comunidade tradicional afro-brasileira.

Projeto de pesquisa: Vozes das Águas e da terra: tradição oral, imaginário e memória em comunidades de matriz africana no Sul da Bahia.

Ruy do Carmo Póvoas (UESC/DLA/SEC)

Mestre em Letras Vernáculas (UFRJ), membro da Academia de Letras de Ilhéus, babalorixá do Ilê Axé Ijexá, escritor e poeta com livros publicados. Desenvolve estudos sobre africanidades e sobre o candomblé, área em que tem livros publicados. Fundador do Kàwé e seu atual coordenador.

Linha de Pesquisa: Religião, saúde e práticas sociais.

Projeto de pesquisa: Parceria com Valéria Amim, no projeto Mapeamento de comunidades religiosas de matriz africana na Bacia do Leste da Bahia.

Valéria Amim

Graduada em Terapia Ocupacional, com especialização na área de Saúde Mental e Psicologia Social, mestre em Educação pela UFBA. Doutora em Comunicação, Facom/UFBA. Professora Adjunta (UESC/DLA/Comunicação Social).

Linha de Pesquisa: Religião, saúde e práticas sociais.

Projeto de pesquisa: Mapeamento de comunidades religiosas de matriz africana na Bacia do Leste da Bahia.


Áreas de atuação

O Núcleo desenvolve suas ações a partir de cinco Linhas de Pesquisa:

- Corporeidade e tradição afrodescendente;

- Cultura, educação e africanidades: Estuda a educação numa perspectiva histórico-cultural. As políticas educacionais e culturais recentes relativas às relações étnico-raciais. Problematiza a educação em seus contextos sócio-culturais e suas implicações para os sujeitos e para as práticas educativas;

- Estudos filosóficos e relações étnicas;

- Linguagem, tradição oral e representações: Estudos sobre as africanidades e a afrodescendência, inseridos nas múltiplas leituras do texto e do discurso. Abordagens transdisciplinares que contemplam as perspectivas linguísticas, pragmática, semiótica, literária e das análises do discurso;

- Religião, saúde e práticas sociais: Sabe-se que a religiosidade, em qualquer grupo social, está intimamente ligada ao imaginário construído ao longo do tempo que é, em última estância, a forja onde as gerações moldam suas matrizes culturais. Investigar tais campos do conhecimento significa adentrar-se pelas práticas rituais e ritualísticas; a teogonia, a teologia; os ritos de passagem, a estrutura social e hierárquica vigente nos diversos grupos e segmentos; o modo particular e exclusivo de interpretar o universo e a vida, origem e destino do homem, as relações intra e extragrupais, os processos e procedimentos de cura e tratamento; as matrizes arquetípicas que sustentam todas as vivências culturais e a mítica que sustenta o sistema de trocas.

Grandes campos se avultam, então, a exemplo de imaginário, saúde, linguagens, religiosidade. Assim, há de se caminhar pelas vias dos arquétipos e sua tipologia; da mitologia; do sistema simbólico; da memória, priorizando os processos ritualísticos; a relação profano/sagrado; o sistema de crenças; a espiritualidade; a cosmovisão; a teogonia, a teologia e a liturgia.

As bases da Linha se estribam nas concepções de Bachelard, Durand, Jung, entre outros.

Coordenações anteriores

Desde a sua criação, atrelado ao Departamento de Letras e Artes da UESC, o Núcleo está sob a coordenação do professor Ruy Póvoas. Cada projeto atrelado ao projeto guarda-chuva é coordenado por um dos integrantes do Kàwé. A Revista Kàwé, que também já foi coordenada por Ruy Póvoas, posteriormente por Flávio Lima, atualmente é coordenada por Marialda Silveira e José Luiz França. O projeto guarda-chuva se renova a cada três anos e também já foi coordenado por Marlúcia Mendes da Rocha. O projeto de Mapeamento de terreiros da Bacia do Leste da Bahia presentemente é coordenado por Valéria Amin.

Histórico

Em 1996, um grupo de estudiosos se uniu e propôs à UESC a criação de um Núcleo de Estudos Afro-brasileiros, interdisciplinar, voltado para a construção do conhecimento sobre o legado africano na Região Sul da Bahia. Assim, surge o KÀWÉ — Núcleo de Estudos Afro-Baianos Regionais, para invenção de um espaço onde seja possível estudar e abordar a tradição africana nesta Região da Bahia, Brasil. Desde então, o KÀWÉ passou a desenvolver uma pluralidade de ações: pesquisas, cursos, oficinas, seminários, aulas-abertas, palestras, encontros, exposições, grupos de estudos, publicações, que permitem tratar a temática almejada.

O território de abrangência da UESC é habitado por um vasto contingente, cuja cultura se constrói também a partir de matrizes africanas. Por se constituir uma Universidade, a UESC não pode omitir-se na busca das raízes da concepção e das formas de expressão da cultura do território que ela abrange. Faz-se necessário, então, desenvolver estudos e ações que permitam aproximar a Universidade da comunidade externa. Isso propicia conhecer os modos de viver, de fazer e de pensar da cultura dos afrodescendentes para, a partir daí, buscar entender seus aspectos e valores educacionais, linguísticos, culturais, filosóficos, históricos, artísticos, literários, ecológicos, a fim de que se possa proporcionar uma visão múltipla das questões que os envolvem.

As questões sobre o negro e a cultura afro-descendente abarcam uma ampla compreensão e uma análise mais detalhada da dinâmica do viver e do fazer de grupos afrodescendentes, em torno de ações, atividades e projetos integrados de pesquisa e de extensão, visando contribuir para (re) significar o lugar que esta problemática ocupa na constituição dos saberes do território de abrangência da UESC. Por isso, como desafio, torna-se necessário

- compreender o legado africano na Região Sul da Bahia, através das múltiplas expressões, espaços e ciclos etários, para revelar a face afro-descendente dessa Região;

- discutir a inserção de questões ligadas ao conhecimento afro-descendente no currículo de Educação das séries básicas;

- inventariar a memória de espaços de resistência da cultura de origem africana existentes na Região, para redefinir a matriz da cultura regional;

- promover a divulgação do saber e do conhecimento de comunidades de afro-descendentes, contribuindo para a integração de saberes;

- possibilitar a aproximação universidade/comunidades afro-descendentes para romper a dicotomia avassaladora entre diferentes segmentos socioculturais.

Catálogo dos Núcleos de Estudos Afrobrasileiros - NEABS
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