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Home Noticias Matérias Lélia Gonzalez: pioneira do recorte de gênero no Movimento Negro no Brasil*
Lélia Gonzalez: pioneira do recorte de gênero no Movimento Negro no Brasil* PDF Imprimir E-mail
Seg, 13 de Julho de 2009 23:05

 

O site da ABPN relembra Lélia Gonzalez, uma das mais importantes ativistas e intelectuais negras, por ocasião dos 15 anos de sua morte.


Lélia Gonzalez nasceu em 1º de fevereiro de 1935, em Minas Gerais, filha do negro ferroviário  Accacio Serafim d’ Almeida e de Orcinda Serafim d’ Almeida Lélia de Almeida González. Era a penúltima de 18 irmãos. Com a mãe indígena, que era  doméstica, recebeu as primeiras  lições de independência. Mudou-se com a família em 1942 para o Rio de Janeiro, acompanhando o irmão Jaime, jogador de futebol do Flamengo. No  Rio de Janeiro, cidade que amava, seu primeiro emprego foi de babá .Não raro se identificava  como carioca, foi torcedora incondicional do Flamengo.

Graduou-se em história e filosofia, exercendo a  função de  professora da rede pública. Posteriormente, concluiu o  mestrado em comunicação social. Doutorou-se em antropologia política /social, em São Paulo (SP), e dedicou-se às pesquisas sobre a temática de gênero e etnia. Professora universitária, lecionava  Cultura  Brasileira na  Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC – Rio). Seu último cargo na instituição foi de chefa do departamento de Sociologia e Política.


Viúva de  Luiz Carlos González, enfrentou o  preconceito por parte  da família branca do marido.


Através do  candomblé, da psicanálise  e  da cultura afro-brasileira assumiu  sua  condição de mulher e negra.


Lélia se destacou pela importante participação que teve no Movimento Negro Unificado (MNU), do qual foi uma das fundadoras .Em 07 de julho de 1978 em ato  público oficializou a entidade em nível nacional.


Para ela,o advento do MNU "consistiu  no mais importante salto qualitativo nas lutas da comunidade brasileira na década de  70.”


Ativista incansável, militou também em diversas organizações, com o Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN) e o Coletivo de Mulheres Negras N’Zinga, do qual foi uma das fundadoras. Em Salvador fez-se presente na fundação do Olodum. Sua importante atuação em defesa da mulher negra rendeu a Lélia a indicação para membro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM). Atuou no órgão de 1985 a 1989. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e disputou vaga na Câmara Federal,em 1982, alcançando a primeira suplência. Foi candidata a deputada federal em 1982. Em 1986, estava no Partido Democrático Trabalhista (PDT), por onde se candidatou como deputada estadual, também conquistando a suplência.

Nos últimos anos, estudava o que ela chamava “negros da diáspora”, dando origem ao conceito de amefricanidade   Escreveu Festas populares no Brasil,premiado na Feira de Frankfurt, Lugar de negro, em co-autoria com Carlos Hasenbalg, duas teses de pós-graduação, além de diversos artigos para revistas científicas e obras coletivas. Faleceu vítima de problemas  cardíacos no Rio de Janeiro no dia 10 julho de 1994.

As reflexões  de Lélia Gonzalez   também estão  contidas em  papers, comunicações,  seminários, panfletos político-sociais partidários, entre outros em poder de parentes , amigas e religiosos que possuem  a curadoria e direitos autorais de  sua obra.
consistiu  no mais importante salto qualitativo nas lutas da comunidade brasileira na década de  70.”

Ativista incansável, militou também em diversas organizações, com o Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN) e o Coletivo de Mulheres Negras N’Zinga, do qual foi uma das fundadoras. Em Salvador fez-se presente na fundação do Olodum. Sua importante atuação em defesa da mulher negra rendeu a Lélia a indicação para membro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM). Atuou no órgão de 1985 a 1989. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e disputou vaga na Câmara Federal,em 1982, alcançando a primeira suplência. Foi candidata a deputada federal em 1982. Em 1986, estava no Partido Democrático Trabalhista (PDT), por onde se candidatou como deputada estadual, também conquistando a suplência.

Nos últimos anos, estudava o que ela chamava “negros da diáspora”, dando origem ao conceito de amefricanidade   Escreveu Festas populares no Brasil,premiado na Feira de Frankfurt, Lugar de negro, em co-autoria com Carlos Hasenbalg, duas teses de pós-graduação, além de diversos artigos para revistas científicas e obras coletivas. Faleceu vítima de problemas  cardíacos no Rio de Janeiro no dia 10 julho de 1994.

As reflexões  de Lélia Gonzalez   também estão  contidas em  papers, comunicações,  seminários, panfletos político-sociais partidários, entre outros em poder de parentes , amigas e religiosos que possuem  a curadoria e direitos autorais de  sua obra.


Nos últimos anos, estudava o que ela chamava “negros da diáspora”, dando origem ao conceito de amefricanidade   Escreveu Festas populares no Brasil,premiado na Feira de Frankfurt, Lugar de negro, em co-autoria com Carlos Hasenbalg, duas teses de pós-graduação, além de diversos artigos para revistas científicas e obras coletivas. Faleceu vítima de problemas  cardíacos no Rio de Janeiro no dia 10 julho de 1994.


As reflexões  de Lélia Gonzalez   também estão  contidas em  papers, comunicações,  seminários, panfletos político-sociais partidários, entre outros em poder de parentes , amigas e religiosos que possuem  a curadoria e direitos autorais de  sua obra.


"Lélia exerceu  um papel fundamental na criação e ampliação do movimento negro contemporâneo. Em termos pessoais,seu grande orgulho foi servir como “catalisadora” dos anseios de uma parcela da juventude negra de Salvador, Bahia,no final dos anos 70 .A partir de um ciclo de palestras que ela realizou na cidade,em maio de 1978.Este fato revela o que,para mim,foi o traço mais característico de Lélia: a capacidade ímpar de nos instigar com a exuberância de sua fala, nos inspirar com a luminosidade de sua personalidade”. (Luiza Barros.  Extraído do artigo “Lembrando Lélia Gonzalez”. In.: Livro da saúde das Mulheres Negras).


Fontes: Curriculum vitae; Palmares, nº 3; www.criola.ong.org/mulheres.htm.-Livro da saúde das Mulheres Negras  organização de Jurema Werneck,Maísa mendonça,Evelyn C.White. Rio de Janeiro Ed.Pallas : Criola-2000. Dicionário Mulheres  do Brasil- de 1500 até a atualidade.

*Texto extraído da Casa de Cultura da Mulher Negra

 


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