| A comunicação como instrumento de fortalecimento da identidade étnica afro-brasileira |
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| Sex, 27 de Julho de 2012 09:40 |
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Durante o debate, Gildean Panikinho, do Wapi Brasil São Paulo, apresentou o projeto “Eu Africanizo São Paulo”, tema do 1º Festival Wapi realizado pela Soweto Organização Negra em parceria com os coletivos e as organizações ligadas a Cultura Hip Hop, e afirmou que os movimentos sociais são os principais responsáveis pela construção de uma identidade étnica dentro dos meios de comunicação. O Wapi (Word and Pictures) foi desenvolvido no país africano Quênia por jovens que tinham por objetivo dar visibilidade a seus talentos por meio da arte. A campanha realizada, em 2011, aproximou jovens negros africanos atendidos pelo projeto da realidade das comunidades negras brasileiras. A intenção agora é aumentar o acesso desses jovens à iniciativa. O lançamento oficial da campanha “Eu Africanizo São Paulo 2012” será realizado no mês de agosto. Em Brasília, já é possível encontrar peças de divulgação “Eu Africanizo o DF”. “A ideia é expandir o projeto para outros estados”, ressalta Panikinho. A griô Vanda Ferreira fez uma contribuição rica em detalhes sobre a atuação das comunidades religiosas de matriz africana como modelos de comunicação. Nesse sentido, ela acredita no significado dos símbolos da cultura afrodescendente como instrumentos de comunicação. “Os tambores revelam a tradição e continuidade de nossas histórias, os orixás e suas sabedorias são a representação da comunicação religiosa do homem com o sagrado”, ressalta. Apresentadora do programa de web TV “Reconhecer”, Vanda afirma que é necessário utilizar os meios de comunicação para que a população brasileira tenha um maior acesso às políticas de ação afirmativa, a exemplo da Lei nº 10.639. Para Enderson Araújo, correspondente do Correio Nagô, o ideal seria que todas as comunidades fossem titulares de sua própria rede da comunicação. O jovem estudante apresentou o trabalho desenvolvido na alimentação do blog “Mídia Periférica” e das demais redes como Facebook, Twitter, jornal impresso e lançamento da Radiação Favela – programa de rádio que será transmitido direto de uma laje, previsto para setembro de 2012. O radialista e DJ Branco confia na força do discurso rítmico do Rap por trazer à tona as bandeiras de luta e dialogar diretamente com as questões raciais. Branco falou sobre os exponenciais da música como Gog e o Grupo de rap Afronto, como agentes de comunicação que trabalham no resgate, fortalecimento e manutenção da identidade negra no Brasil. “A identidade do jovem negro é negada na mídia brasileira, precisamos pensar em estratégias e requerer nosso direito de resposta”. Parcerias – Os debates finais foram permeados diante da importância da sociedade civil organizada produzir e divulgar informação com conteúdos mais próximos de suas realidades, que apontem caminhos para a formulação de políticas públicas para o financiamento de veículos de comunicação voltados à população negra. A mediadora do evento, Claudia Maciel, ilustrou sua experiência com o “Ação Periferia” – convênio firmado entre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e a Central Única das Favelas (CUFA/DF), que vai ao ar pela Rádio Nacional AM. Para ela, é necessário estabelecer parceiras para a apresentação de projetos, como o Rio Afro apoiado pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Rio de Janeiro (Cojira). As mesas previstas para acontecer, nesta sexta-feira (27), têm como temas: Educação e Racismo na América Latina.
Serviço: http://midiaperiferica.blogspot.com.br/ http://www.irdeb.ba.gov.br/evolucaohiphop/ Fonte: Fundação Cultural Palmares |
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