Renato Nogueira Jr.
Professor de Filosofia do Departamento de Educação e Sociedade da UFRRJ
Sem dúvida, um dos maiores astros que pisou os palcos do pop mundial foi Michael Jackson, quiçá, o maior. Fora todos os elogios que os álbuns merecem, Thriller é um marco, seja pelo clip de milhões de dólares, os 14 minutos foram geniais. Pois bem, quero chamar atenção para outros aspectos da vida de Michael Jackson que estão fora do glamour, do sucesso e escândalos públicos. Quero tratar do racismo e as implicações na vida do astro estadunidense.
Não cabem aqui longas considerações filosóficas, sociológicas e acadêmicas acerca do racismo. Basta identificar racismo como um sistema simbólico que diferencia as pessoas pela raça, dotando algumas com mais status do que outras, seja na dimensão estética, ética, espiritual e/ou intelectual. Com efeito, o racismo define que uma raça é superior à outra e as práticas sociais demarcam essa escala de valores. De modo ligeiro vale ressaltar que raça não é um conceito biológico; mas, raça existe e tem cunho social e histórico.



