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barackemicheleApesar do crescimento internacional da xenofobia e da violência racial, o fato de Obama ser, assumidamente negro, não foi impeditivo para a construção de uma candidatura cujo resultado vitorioso foi motivo de efusivas comemorações nos Estados Unidos e em quase todos os cantos do mundo. Do insuspeito Iraque, militarmente ocupado pelos próprios americanos, ao Quênia, terra natal do pai de Obama, o que assistimos, através dos meios de comunicação, foi uma unânime satisfação com a vitória, seguramente, sem precedentes na história da política mundial das últimas décadas. Sabe-se que a política externa norte-americana, em larga medida, determina a temperatura das relações internacionais entre os diversos países do mundo. Portanto uma das grandes esperanças no governo Obama, a se crer na veracidade dos seus discursos de campanha, é a substituição paulatina da guerra pelo diálogo e do autoritarismo pela diplomacia como mediadores das tensões em torno dos conflitos de interesses que eventual ou, permanentemente, antagonizam nações distintas. A determinação para o fechamento da prisão de Guantánamo e para a retirada gradual das tropas americanas do Iraque, bem como a disposição em dialogar com Cuba, são boas indicações neste sentido. Read the rest of this entry »