I Festival das Juventudes em Fortaleza reúne jovens brasileiros e da América Latina

A Prefeitura Municipal de Fortaleza realiza o I Festival das Juventudes em Fortaleza – América Latina e as lutas juvenis, entre os dias 03 e 06 de junho de 2010. O objetivo do evento é promover o intercâmbio de experiências das diferentes formas de organização da juventude brasileira e de outros países da América Latina, potencializando suas ações e articulações. Será um encontro onde ocorrerão diversas manifestações culturais, políticas e sociais da juventude. O evento espera receber cerca de três mil participantes.
Inscreva-se no :http://festivaldasjuventudes.blogspot.com/2010/04/i-festival-das-juventudes-em-fortaleza.html

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Um extremista branco é morto por negros e levanta o risco de choques étnicos na Copa

A ameaça do racismo

CONFRONTO
Contidos pela polícia, negros ameaçam brancos em Ventersdorp
O apartheid, regime segregacionista de dominação branca na África do Sul, foi extinto oficialmente há 16 anos. Mas o que se viu na semana passada em Ventersdorp, um vilarejo de 2 mil habitantes a 140 quilômetros de Johannesburgo, mostrou que o ódio racial subsiste. Na frente do tribunal da cidade, a polícia teve de usar cercas de arame farpado para evitar um confronto entre brancos e negros. O motivo era o indiciamento de dois negros acusados de matar a canos e facadas o líder radical branco Eugène Terre’Blanche no dia 3. Um lado chamava os indiciados de “heróis”; o outro prometia vingança pela morte de Terre’Blanche. Entre os manifestantes africâneres (descendentes dos colonizadores holandeses), lia-se um cartaz: “Futebol 2010: 65 dias para o caos”. O caso poderia ameaçar a segurança da Copa do Mundo?
As investigações policiais levam a crer que o assassinato de Terre’Blanche, um dos fundadores do grupo extremista Movimento de Resistência Africâner (AWB), não teve motivação racial. Os dois negros, funcionários de uma fazenda de Terre’Blanche, teriam decidido matá-lo devido ao não pagamento de um salário de 300 rands (o equivalente a R$ 70).
Tanto o presidente Jacob Zuma quanto os organizadores da Copa afirmaram ser um caso isolado, sem conexão com o clima geral do país. Para o inglês John Carlin, autor do livro que inspirou o filme Invictus, sobre a união de negros e brancos na conquista da Copa do Mundo de rúgbi de 1995, há uma repercussão exagerada do episódio. “É ridículo pensar que isso trará problemas para a Copa. Terre’Blanche deixou de ser representativo há tempo”, diz Carlin. Richard Stengel, diretor da revista Time e colaborador da autobiografia de Nelson Mandela (leia a entrevista) , afirma que a maioria apoia o ideal da multirracial “nação arco-íris” concretizado por Mandela.
Isolado ou não, o crime mostra que o caminho da tolerância é árduo. Segundo o Instituto de Relações Raciais da África do Sul, 250 mil pessoas foram vítimas de crimes raciais desde 1994, a maioria brancos. O chefe da Liga Juvenil do governista Congresso Nacional Africano, Julius Malema, incita o ódio ao entoar em comícios a canção “Atire no bôer” (termo que designa fazendeiros brancos). Espera-se que o poder agregador do futebol, assim como o do rúgbi em 1995, possa colocar negros e brancos na mesma arquibancada.

Fonte: revista Época

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Dançarina do Paragolé diz que banda foi vítima de racismo

Integrante do grupo Parangolé conta que foram chamados de “pretinhos desgraçados”

A dançarina Xênia Bispo, do grupo baiano Parangolé, contou emocionada uma história de racismo recente sofrida pela banda liderada por Léo Santana, durante a conversa do grupo com a imprensa, no começo da madrugada deste sábado, no Axé 2010, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte. Xênia revelou que os integrantes do grupo foram vítimas de racismo em um hotel de Araxá (MG). – Eu estava andando pelo corredor do hotel, quando passei pela governança e escutei uma funcionária do hotel dizer ao telefone que o Parangolé estava hospedado lá e que éramos “uma turma de pretinhos desgraçados”. Para não perder minha razão, eu fui até o quarto, para me acalmar, e contei para as meninas [as dançarinas Tina Oliveira e Xina Vianna, que também integram a banda].

Xênia revelou que, mais calma, “para não perder a razão”, resolveu ir conversar com a funcionária. Esta, no relato da baiana, disse que não queria ofender o grupo e que o termo “pretinhos desgraçados” não era pejorativo em Araxá. Ainda de acordo com o relato de Xênia, a mulher chegou até a pedir autógrafo para uma neta como pedido de desculpas. A dançarina não deu e ainda mandou essa. Depois disso, Xênia deu a conversa por encerrada e o grupo resolveu então fazer uma reclamação formal com os proprietários do hotel, do qual preferiram não revelar o nome, e a funcionária foi demitida.

O Parangolé preferiu não envolver a polícia no caso. A dançarina comemorou a demissão da funcionária. – Ela mesma que se demitiu ao ter tal atitude racista. Tomara que ela reflita sobre o que disse. Neste momento, dançarina foi aplaudida. Léo Santana, que acompanhou atento ao relato da colega de trabalho, afirmou depois que sua banda tem orgulho de ser negra e cantar letras que defendem a vida e valores da periferia, como Favela. – Tive uma boa criação e tenho muito orgulho de minha origem. Se alguém fizer um ato racista comigo na minha cara assim, eu nem sei o que posso fazer. É um absurdo tudo isso. As pessoas precisam ter respeito, como eu canto “Favela ê, favela. Favela, eu sou favela. Favela, ê, favela. Respeite o povo que vem dela”.

Fonte:  R7

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Liga da Juventude da Anc defende canção matar os “Boers”

A Liga da Juventude do Congresso Nacional Africano (ANC), no poder no Congresso da África do Sul, defendeu, esta segunda-feira, uma canção herdada da luta contra o apartheid que chama-se “Matar os Boers” (agricultores brancos), acusada de criar um clima propício à morte do extremista Eugène Terre’Blanche.

“É irresponsável tentar ligar essa canção à morte de Terre’Blanche. Não tem nada a ver”, declarou à imprensa Julius Malema, líder da Liga da Juventude do ANC, durante uma visita ao Zimbábue. Por considerar que a música incite ao ódio racial, dois tribunais sul-africanos proibiram o canto de luta, revivido recentemente por Malema.

A polêmica cresceu em torno dessa canção depois do assassinato, no último sábado, de Eugène Terre’Blanche, um líder da ultradireita espancado até a morte por dois de seus trabalhadores agrícolas por não ter pagado os seus salários. Os partidos de oposição acreditam que a música “Matar os Boers” poderia ser entendida como uma incitação à violência contra os brancos e contribuiu indiretamente para o crime.

Certos membros do Movimento de Resistência Afrikaner (AWB), ao qual pertencia Eugène Terre’Blanche, cantaram em represália “Matar Malema”. “Eu não tenho medo”, retorquiu. “Eu não vou deixar a extrema direita me aterrorizar. Se eles querem briga, eles me encontraram pronto”, continuou.

Julius Malema, conhecido por suas declarações polêmicas, era famoso por ter declarado “esteja pronto para matar” para defender Jacob Zuma durante sua ascensão à presidência da África do Sul.

Fonte: www.verdade.co.mz

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NOTA FÚNEBRE-Mais um ato de execução sumária empreendido pela PM em Salvador – As Chacinas do Pero Vaz

É com grande sentimento de revolta que nós, integrantes da Campanha Reaja! residentes no Bairro de Pero Vaz viemos a publico denunciar mais um ato de execução sumária empreendido pela policia militar em nossa comunidade. Através de uma ação conjunta realizada pela 37ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) e a Rotamo, agentes do estado realizaram no ultimo dia 4 de março uma chacina que culminou no extermínio de quatro pessoas e no desaparecimento de mais quatro. Estas oito pessoas foram encurraladas e sumariamente abatidas a partir da justificativa de que a referida incursão policial teria sido enfrentada com tiros por estes jovens.

O comandante da 37ª Companhia, major Alberto Beanes, alega que “Quatro destas pessoas reagiram e foram mortas em combate enquanto outras quatro pessoas fugiram”. Mas de pronto nos chegou a noticia de que entre os mortos neste evento estava Adailton Cruz Santos, 21 anos, musico (cavaquinista e percussionista) do grupo de Partido Alto Encaixe Perfeito, um jovem popularmente conhecido por “Daí”. Além dele também teria sido encurralado na mesma casa as jovens Alessandra de Jesus Santos, 17 anos, e Érica dos Santos Calmon, 15, além do camelô Luis Alberto Pereira dos Santos, de 33 anos, que até o presente momento continuam “desaparecid@s”.

Apesar da policia alegar confronto armado com o intuito de justificar a ação como mais um “alto de resistência” (ou seja, resistência seguida de morte) muitas pessoas da comunidade atestam que a ação policial não deu chances de revides e se deu a base de algumas salvas intensas de tiros seguidas de intervalos de 5-10 minutos, tudo isso sem nenhuma troca de tiros – o que caracteriza uma chacina promovida sumariamente por representantes legais do estado.  Enquanto a policia alega que quatro pessoas reagiram e foram mortas em combate, e outras quatro pessoas fugiram verificamos inúmeras contradições em relação a versão da policia: Populares afirmam que o evento se deu com base num ataque inuterrupto e sem voz de prisão feito pela equipe de policiais; Uma  ocorrência feita no Ernesto Simões a PM informa que foram apreendidos 1kg de cocaína, certa quantidade de maconha e quatro revólveres calibre 38 enquanto a ocorrência registrada na 2ª Delegacia, a polícia afirma ter apreendido 179 pedras de crack, 16 papelotes e uma trouxa de maconha. Segundo o boletim, as armas foram somente citadas e são três revólveres 38 e um calibre 32.

Neste momento a comunidade do Pero Vaz se encontra amendrontada pela ocupação policia no local. A partir da justificativa de estar combatendo os traficantes, que segundo eles estabelecem “toques de recolher”, as policias do Estado têm intensificado suas ações letais de busca na comunidade deixando um rastro de mães chorando sobre os cadáveres de seus filh@s. Ainda que a midia reforce a versão policial que sempre alega encontrar resistência em suas ações, nos posicionamos sobre este fato específico buscando saber diretamente do governador do estado e suas autoridades competentes:

1.    Aonde foi apresentado oficialmente a apreensão das drogas e arma que supostamente estaria entre as apreensões naquela investida policial?

2.    Porque a policia apresentou duas versões diferentes sobre a ocorrência?

3.    Aonde estão @s desaparecid@s (Alessandra de Jesus Santos, 17 anos, e Érica dos Santos Calmon, 15, e o camelô Luis Alberto Pereira dos Santos, de  33 anos.)

4.    Há alguma prova além da versão advogada pela PM e amplamente veiculada pela imprensa local que alega confronto entre agentes policias e traficantes?

Como  sabemos que a corregedoria da policia não é um órgão “imparcial”ou confiável  para atestar a veracidade dos fatos  neste  e em outros casos de execução sumaria praticados por PMS nos remetemos mais uma vez ao Sr Jaques Wagner, governador do estado, a Sra. Isabel Adelaide Moura, promotora de Justiça, coordenadora do Grupo de Atuação Especial para o Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público (GACEP).  Enquanto o falatório pré-eleitoral e a demagogia  é enxertada pela mídia  em consonância com o governo e o Ministério Publico, uma pilha incontável de cadáveres se agiganta nos territórios favelizados deste estado. Matanças e sequestros como os acontecidos em Cana Brava, Pero Vaz e Vitoria da conquista continuam sendo ignoradas. O nosso genocídio tem sido televisionado como se fosse uma novela e um silencio ensurdecedor ecoa pela cidade, inclusive entre as chamadas “organizações de Direitos Humanos”  que ganham recursos avultosos através de nossa desgraça.

Frente a esta  realidade, reiteramos a nossa pauta pela implantação de uma Corregedoria de Policia independente, desmilitarização da policia e imediato afastamento do atual secretário de segurança publica. No mais, nos mantemos solidários entre nós mesm@s, amig@s e familiares d@s que são cotidianamente assassinad@s pela policia Baiana e sua denominada “política de segurança”.

OBS: AMIG@S E FAMILIARES CONVIDAM PARA MISSA QUE MARCA O SETIMO DIA DA MORTE DO MUSICO ADAILTON CRUZ SANTOS  HOJE (10-03-2010), AS 19 HORAS NA PARÓQUIA DE SÃO COSME E SÃO DAMIÃO NA AV. LIMA E SILVA (LIBERDADE). UM ATO PELA VIDA E PELO FIM DA VIOLÊNCIA POLICIAL

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No dia das mulheres dispenso as rosas

Cheguei ao trabalho na quinta-feira passada e encontrei flores de papel na porta de vidro da entrada. 8 de março é aquela coisa: flores, um bla bla bla meio constrangedor e meio festivo, beijinhos e parabéns. Meus chefes resolveram inovar: um mural enorme onde os alunos e funcionários poderiam escrever mensagens dizendo “ser mulher, o que é” e duas cestas lindas com produtos de perfumaria e cosmética  para os autores das melhores frases estavam sobre a mesa da recepção.

Havia de tudo. Frases que falavam sobre força, beleza, carinho, cuidado. E uma aluna me disse: – Vem ver o que o T. escreveu. É meu aluno também, o T. Aquele tipo de pessoa irreverente de quem todos falam “esse é doidinho”.  Ele escreveu: “Ser mulher é algo que eu nunca vou saber o que é porque eu nasci homem”.

Precisa mais? Ser mulher é algo que os homens nunca saberão o que é.

Mas hoje, porque a data torna a reflexão oportuna, vou explicar o que é ser mulher:

Ser mulher é ser tratada com condescêndencia por carregadores de mudança, atendentes de call centers, gerentes de supermercados e – às vezes – alunos.

Ser mulher é ser surpreendida por homens desconhecidos que tocam o seu cabelo na rua ou comentam o tamanho da sua bunda apenas porque  acreditam que o seu corpo é público.

Ser mulher é ter medo de aceitar a ajuda do seu vizinho super simpático, muitos anos mais velho, casado e com quem você mantêm um relacionamento muito cordial, pra vir montar o seu sofá  porque, caso aconteça alguma coisa, você é que não deveria ter confiado e tê-lo deixado entrar.

Ser mulher é perceber que ambição é uma coisa admirada em homens mas condenada em mulheres.

Ser mulher é trabalhar 40 horas por semana, morar só, pagar suas contas, ficar satisfeita e orgulhosa no final do mês por ter conseguido e – ao mesmo tempo -   ser interpelada constantemente sobre se você já está namorando.

Ser mulher é ganhar uma bolsa de estudos muito disputada pra uma pós-graduação no exterior e, ao contactar família e amigos próximos durante a duração da bolsa, perceber que a única preocupação deles é saber se você já conheceu alguém.

Ser mulher é  retornar ao país e depois de ser aprovada em um concurso público igualmente disputado,  mudar de cidade, entrar em contato com família e amigos próximos e perceber que a única preocupação deles não gira sobre o novo trabalho, os novos amigos, a casa nova, ou se você está feliz. Eles continuam igualmente interessados em saber se você encontrou alguém.

Ser mulher é defender as suas opiniões apaixonadamente e ser imediatamente taxada de mal amada ou raivosa.

Ser mulher é ser bombardeada incessantemente com idéias de como o seu peso, o seu cabelo, a sua pele, suas medidas são inadequados.

Ser mulher é  ter que engolir que a sua vida íntima é pública e  que é ela quem define o seu caráter. Porque um homem sem caráter é um canalha, uma mulher sem caráter é uma vagabunda (a que dorme com todo mundo) ou uma cachorra (uma que dorme com todo mundo).

Ser mulher é ser bombardeada desde a infância com idéias sobre coisas que meninas não podem, não devem ou serão mal vistas ao fazer.

Retirado do Grupo Discriminação Racial

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“A qualidade do ensino público só melhora na Universidade porque nela estão os formadores de opinião pública e um seleto público votante”. (Gerhard Erich Boehme)

Inicialmente assistam ao video: http://www.youtube.com/user/leonz28 é um vídeo dedicado aos mexicanos, mas, substituindo alguns personagens, pode ser dedicado aos venezuelanos, aos brasileiros, aos latino-americanos em geral, como bem nos alerta o economista Dr. Oscar Arias Sánchez, Presidente de la República de Costa Rica, The Nobel Peace Prize 1987, Albert Schweitzer Prize for Humanitarianism em seu discurso aos presidentes latino-mericanos. Veja o texto ao final. E ouçam com atenção ao debate com o Professor Dr. Denis Lerrer Rosenfield, op qual toca no ponto central para melhorarmos este nosso páis: http://www.ordemlivre.org/?q=node/80

Assistimos a sociedade brasileira sendo divida pela cor da pele, no melhor estilo, não apenas de um internacional-socialismo, mas também de um nacional-socialismo, e não nos indignamos quando é introduzido entre nós o conceito de divisão baseado no “conceito”  de raça, e assim nos afastamos do conceito de mérito e do compromisso com a educação¹) fundamental.  Assistimos demandas sociais vergonhosas, sedentas por privilégios e assim nos aproximamos de uma oclocracia e nos afastamos de uma democracia, onde o princípio básico é sermos iguais perante a lei.

Invoca-se erros do passado sobre os que foram escravos, mas desconsideramos que, de fato, temos os escravos de hoje.

“Bens e serviços públicos têm como característica essencial a impossibilidade de limitar o seu uso àqueles que pagam por ele ou a impossibilidade de limitar o acesso a eles através de restrições seletivas, com uma única exceção éticamente aceitável: o privilégio ou benefício dado ao deficiente físico ou mental .” (Gerhard Erich Boehme)

Devido a uma excessiva demanda social repassada irresponsavelmente ao Estado devido politicas demagógicas e populistas, aliada a corrupção crescente, por estes que poderiam fazer uma boa gestão frente a estas demandas, quando legítimas, e por falta de uma reforma tributária, dentre outras reformas necessárias, assistimos a um Estado inchado, com uma infinidade de impostos que não consegue administrar, colocando os brasileiros em posição de escravos, não apenas da burocracia, mas de fato, pois dos 365 dias do ano, 147 a 152 dias são destinados para pagar impostos, o que representa 40% de um ano inteiro. O Brasil é um dos países com a maior carga tributária de todo o mundo.

Essa abusiva carga tributária paga no Brasil prejudica não só os trabalhadores, como também o setor produtivo, e por extensão toda a sociedade e penaliza os mais pobres e miseráveis. Isso porque os produtos e serviços deixam as fábricas e escritórios com preços superiores aos que deveriam custar de fato com impostos dentro da realidade de um país em desenvolvimento, mas que também enfrenta duras realidades, como a escalada de violência sem precedentes.

Tivemos em 2009 no Brasil mais de 150 mil mortes devido a violência, mesmo países em conflito não acompanham tamanha violência, mas não podemos onerar o Estado, muito menos os pagadores de impostos, pois estes estão parcialmente escravisados, são 40% escravos, pois este é o tempo do trabalho dedicado ao pagamentode impostos. A violência, segundo IPEA consome mais de 5% de nosso PIB. E é neste sentido que vejo como fundamental deixarmos de administrar o país olhando para o espelho retrovisor.

“Somos pobres porque acreditamos na distribuição e não na produção de riqueza, emprego e renda, estes resultado do empenho de todos quando se observa o esforço em poder trabalhar, competir, empreender, criar, inovar, etc. com liberdade e dignidade em um mercado livre, observando a responsabilidade individual, o mérito, a filosofia da liberdade, o estado de direito, o princípio da subsidiariedade e combatendo o clientelismo político – que produz a corrupção – com seu capitalismo de comparsas, afastado do livre mercado, e socialismo de privilegiados, afastado do compromisso com o ensino fundamental e a qualidade de vida do trabalhador”. (Gerhard Erich Boehme)

“O Brasil tem exagerado nas benesses auto-outorgadas aos governantes em detrimento da sociedade, logo o que sobra para investimento é muito pouco em relação ao que é destinado a uma burocracia inchada e esclerosada”. (Ives Gandra da Silva Martins)
O Professor Kanitz nos trouxe certa feita um excelente artigo onde abordou a questão dos economistas governamentais e o perigo que eles representam. A questão é que dentre os candidatos à Presidência, temos dois deles, ambos lideram as pesquisas, o que é uma temeridade. Ambos agem como se o Brasil fosse um paraíso, o que já nos coloca em uma grave situação e não nos damos conta.

Já nos alertou o Otacílio Guimarães: o que está sendo gestada no Brasil, com a contribuição de todos (governo, congresso nacional, judiciário, sociedade organizada e seus movimentos (antis)sociais e o povo de notório saber tupiniquim, é uma crise de graves proporções que ainda não eclodiu porque está contida no excesso de liquidez da economia. Gasta-se muito, gasta-se irresponsavelmente, gasta-se inutilmente e corruptamente. Nada de investimentos com retorno garantido, como é o caso da educação¹) fundamental (Veja ao final desta mensagem: País só cumpre 33% de metas de educação) – para a qual não falta dinheiro, e sim, competência e honestidade – ou com a infra-estrutura, pois esta de acordo com a filosofia socialista/tupiniquim deve ser obrigação da iniciativa privada. Ocorre que esta não é besta e não coloca dinheiro bom em cima de dinheiro ruim. E não podemos esquecer que hoje o brasileiro, o que trabalha, é praticamente escravo, 40% de sua renda está compromentida com impostos, os quais não retornam em bens e serviços públicos.

“Bens e serviços públicos têm como característica essencial a impossibilidade de limitar o seu uso àqueles que pagam por ele ou a impossibilidade de limitar o acesso a eles através de restrições seletivas, com uma única exceção éticamente aceitável: o privilégio ou benefício dado ao deficiente físico ou mental .” (Gerhard Erich Boehme)

Veja por exemplo esse boom imobiliário. Nunca se construiu tanto no Brasil como agora. Mas tudo a crédito fácil e a longo prazo. Como no Brasil o longo prazo sempre foi incerto, dentro de pouco tempo a inadimplência vai gerar uma crise semelhante a que aconteceu nos Estados Unidos no setor imobiliário. Lembra-se?  No setor automobilístico acontece a mesma coisa. Nunca se vendeu tanto automóvel como nos últimos anos. Tudo movido a crédito fácil, rápido e caro. Enquanto isso, os Bancos enchem as burras de dinheiro, inclusive os estatais. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica registraram no último ano lucros recordes em suas histórias. O comércio vende bem, sempre acima do ano anterior. Mas quase tudo à crédito.

Setor público com uma dívida monstruosa que já ultrapassa 2,2 trilhões de reais. Setor privado movido a crédito caro. E a poupança? Poupar pra quê?Eu sou engenheiro e administrador, não sou economista e se o  amigo é economista ou está estudando para tal, sabe muito bem que dívidas sem controle só levam à falência e à bancarrota. À prosperidade e ao sucesso econômico, somente a poupança e o investimento inteligente e responsável. Essa regra de ouro nunca foi obedecida no Brasil pela maioria do povo e por nenhum governo. E como com os números não se brinca, o dia do acerto de contas um dia chegará. No caso em tela, parece que está muito próximo.

E como podemos evitar, assim entendo eu, primeiro não dando sustentação a economistas governamentais e escolhendo o melhor candidato, o que menos irá comprometer as contas públicas, sem mentiras, PACs ou piriPACs e principalmente sem demagogia política, pois a conta, pelo que vemos será paga e o que é pior, pelos que hoje entram no mercado de trabalho, mas estes são irresponsáveis, dão sustentação a ideologias, acreditam que o Estado possa ser a solução.

Bem, o recado foi dado, não por um professor de economia, mas por um engenheiro e administrador, no caso eu. E vale lembrar que: Somente 5% da população brasileira acima de 15 anos de idade possui mais de 15 anos de estudos (IBGE), isso sem contar que 64% da população é analfaberta funcional, a qual assim defino, são analfabetas, pois não conseguem escrever um texto apresentando como foi o seu (delas) dia de ontem.

Em vista do acima exposto podemos afirmar, sem medo de errar, que a população brasileira é formada de estúpidos, imbecis, retardados mentais, ignorantes, haja vista a admiração que o povo brasileiro tem pelo atual presidente, um irresponsável, o qual quer colocar em seu lugar uma pessoa que se mostrou incompetente, seja no setor de energia, seja o de infra-estrutura e o pior, com a sustentação da discriminação espacial, uma das causas da violência crescente no Brasil, com o Programa “Minha casa, Minha vida”. A identificação é ampla, geral e irrestrita.E para concluir, vivemos sob Estado de Direito, e a nossa Lei maior prevê que todos os brasileiros são iguais perante a lei, sem privilégios ou exclusões. As exceções são para os que possuem deficiências físicas ou mentais, o que inclui as temporárias ou advindas com a idade, o que seguramente não é o caso no caso de negros, mulatos, caboclos ou cafuzos.  Ou seria?

Gerhard Erich Boehme

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Edital da Boticário

Edital financia projetos que contribuam para a conservação da natureza brasileira

A Fundação O Boticário de Proteção à Natureza recebe até o dia 31 de março propostas para o edital de apoio a projetos do primeiro semestre de 2010. As inscrições são realizadas pelo site www.fundacaoboticar io.org.br, seção “Apoio a Projetos”.

Podem concorrer ao financiamento projetos de organizações não-governamentais ou Fundações ligadas à universidades que contribuam efetivamente para a conservação da natureza no Brasil. Os projetos devem estar enquadrados nas linhas temáticas: conservação de espécies e comunidades silvestres em ecossistemas naturais; políticas voltadas à conservação de ecossistemas naturais; regeneração de ecossistemas naturais; prevenção ou controle de espécies invasoras; criação ou manejo de unidades de conservação; e pesquisa sobre vulnerabilidade, impacto e adaptação de espécies e ecossistemas às mudanças climáticas.

O apoio a projetos da Fundação O Boticário tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento científico no Brasil, ampliar o movimento em prol da conservação da natureza e contribuir para manter os ciclos ecológicos vitais para a sobrevivência de todas as espécies.

A Fundação O Boticário é uma das principais financiadoras de projetos na área de conservação do país. Desde a sua criação, em 1990, doou U$ 9,3 milhões para 1.218 projetos de 390 instituições em todo o Brasil. Essas iniciativas permitiram a descoberta de 37 novas espécies de plantas e animais, e contribuíram com a preservação de 160 espécies ameaçadas de extinção. Além disso, 222 unidades de conservação contaram com recursos da Fundação O Boticário para a sua criação, proteção ou manejo.

Fonte: http://www.ideiasoc ioambiental. com.br/pagina. php?s=35& t=1&id=582

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Dia de Oxum é patrimônio imaterial do Estado do Rio

Uma lei sancionada pelo governador Sérgio Cabral e publicada no
Diário Oficial desta sexta-feira transforma o Dia de Oxum, comemorado
anualmente no dia 8 de dezembro, em patrimônio imaterial do Estado do
Rio. A nova norma, de autoria do deputado Átila Nunes (DEM), determina
que festejos deverão ser programados e realizados pelas secretarias de
Turismo e Ciência e Cultura e incluídos no calendário oficial e
turístico do estado.

- Vários símbolos afro-brasileiros ultrapassaram a ligação com
determinadas religiões. Você não precisa ser budista para ter admiração
pelos ensinamentos de Buda, por exemplo, e isso acontece com muita
regularidade com símbolos das religiões afro-brasileira. A Candelária e
o Cristo deixaram de ser somente monumentos católicos para se tornarem
referências do Rio, como a festa de Iemanjá passou a ser uma
comemoração carioca. É importante preservar essas manifestações, e as
celebrações para Oxum já são típicas na cidade há mais de 300 anos -
ressalta Átila Nunes.

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Mulheres do campo e da cidade unidas na luta contra o agronegócio e pela soberania alimentar

Publicamos a seguir O Manifesto das Mulheres Gaúchas, assinado pelas
mulheres da Via Campesina, do MTD, da Intersindical e do coletivo de
mulheres da UFRGS, e divulgado no dia de ontem, durante as manifestações
realizadas pelo estado do Rio Grande de Sul, comemorando o dia 8 de Março,
Dia Internacional da Mulher.

Neste mês em que se comemoram os 100 anos do 8 de março como dia
internacional de luta das mulheres, nós trabalhadoras do campo e da cidade
do Rio Grande do Sul estamos novamente nas ruas. Este ano nossa mobilização
tem como principal objetivo denunciar para a sociedade que a maior parte da
comida que chega a mesa da população brasileira não é alimento, é veneno.

O Brasil é campeão mundial do uso de agrotóxicos, que são venenos muito
perigosos usados na agricultura que provocam muitas doenças para
produtoras/es e consumidoras/es e grandes impactos ambientais. Além disso, a
maior parte dos produtos industriais que comemos é fabricada com soja
transgênica que também causa muito mal à nossa saúde.

E quem come esta comida envenenada? Somos nós, pobres. São as mulheres e
homens trabalhadores que recebem baixos salários ou estão desempregados e
escolhem os alimentos pelo preço não pela qualidade. São as pessoas sem
terra, sem teto, que se alimentam graças às cestas básicas. Os ricos têm
opção de comer produtos orgânicos, cultivados sem venenos.

Os agrotóxicos e os transgênicos não servem para matar a fome do povo, e sim
para matar a fome de lucro das empresas do agronegócio, a maioria delas
multinacionais. Esses produtos envenenam as terras, as águas e
principalmente as pessoas.

*Leite materno só é fonte de vida quando as mães comem alimentos saudáveis*

Nesta mobilização estamos amamentando esqueletos para denunciar a população
em geral, e principalmente às mulheres, que quando comemos comida envenenada
e damos o peito aos nossos filhos ao invés de alimentarmos a vida
transmitimos a morte.

As doenças causadas por agrotóxicos são transmitidas de geração para
geração, e um dos modos de transmissão é através do leite materno. No
entanto, o mesmo governo que faz campanhas para incentivar as mulheres a
amamentar, financia o agronegócio que produz a comida envenenada para o povo
pobre, contaminando o leite da maioria das mães brasileiras.

*A gente não quer só comida*

Nós mulheres que passamos boa parte de nossas vidas envolvidas no cultivo
e/ou no preparo da comida para garantir saúde à nossa família estamos nas
ruas para gritar em alto e bom som que gente não quer só comida, a gente
quer alimento saudável, a gente quer soberania alimentar!
Para o agronegócio o lucro está acima da vida. O agronegócio faz mal a saúde
do povo e do meio ambiente! E os governos estadual e federal que financiam o
agronegócio estão usando o dinheiro público para bancar o envenenamento da
população pobre, a contaminação de nossas terras e águas.

*Estamos em luta contra

Contra o agronegócio, um modelo de produção agrícola que se sustenta na
superexploração do trabalho das pessoas, na contaminação dos alimentos, na
destruição de nossas riquezas naturais. Lutamos contra o uso de recursos
públicos para financiar a contaminação do povo e do meio ambiente; Estamos
em luta contra todas as formas de violência contra mulheres, incluindo a
imposição de um padrão alimentar que não respeita os costumes alimentares e
causa muitos males à saúde.

Estamos em luta por *

*Soberania Alimentar* – com reforma agrária, com geração de emprego e vida
digna para as populações camponesas, com agricultura ecológica que respeita
a diversidade de biomas e de hábitos alimentares. Os governos se dizem
preocupados com a segurança alimentar, querem que as pessoas tenham várias
refeições por dia. Mas tão importante quanto a quantidade da comida é a
qualidade do que comemos. Por isso não basta segurança alimentar, precisamos
construir a Soberania Alimentar.

*Mulheres da Via Campesina*, do *MTD*, da *Intersindical* e do *coletivo de
mulheres da UFRGS*.

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